Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
A Grande Ida, Segunda Parte
1ª Flict - Festa
Literária de Cidade Tiradentes
Neste sábado, dia 12 de setembro de 2015, foi realizado mais
uma GRANDE IDA para mostrar as produções das 3 IDAS.
A Cia. Cubobrasileira com a Ida Literária; a Neopardas
com a Ida Imagética e a Id’Artê com a Ida do Corpo.
O evento contou também com a recém-formada Cia. Musik d’Artê tocando a Ida Sonora com Tom Barão e banda.
E o Núcleo de Artes
Afrobrasileiras da USP com as performances realizadas pelas artistas Lili
Carabina e Mari Rocha.
E vem aí a 3ª MOSTRA
DE ARTES DO MOVIMENTO IDA
Fotos (abaixo): Eliane
Veiga
MANIFESTO
GRUTURAL
Em algum lugar
da imensidão do manto negro celeste entre tantas e incontáveis esferas
luminosas e caóticas havia uma erigida sobre pedras fogo sede instinto e suor
habitada por Seres Misteriosos cujos gritos se transmutaram em versos e depois
em raciocínios lógicos e códigos litúrgicos: a Magia em Filosofia em Religião
em Ciência: filhas da mesma Grande Mãe: deidades que reinavam em todos os apoteóticos
corações E por alguma falha ou esquecimento em cada qual deixaram seu trono e
se abrigaram em prisões catedráticas Outrora viviam em matas edênicas e
extraiam o néctar das cópulas das carnes e das frutas As águas dos lagos e
riachos banhavam com deleite cada um dos seus poros As solas dos pés eram
raízes em permanente comunhão com a terra Os ventos adentravam com alento
trazendo do Sul do Norte do Leste e do Oeste a Arte sagrada do Cosmos: uma
infinitesimal parte desta riqueza para ele voltou e outra pequena rupestre e
oculta ainda permanece em antigas paredes místicas: o Canto Sagrado primordial
morada onde o fogo era a única Luz no entorno do qual os corpos se entrelaçavam
em constante Celebração: Após milênios o véu se esvaeceu e o Canto pode ser
encontrado A poesia se tornou Fogo: Chamas que emancipam qualquer alma que
delas se aproximam Canto antigo recôndito e enigmático ao qual algumas vozes
redesignaram com uma simples alcunha: GRUTA.
Rádio Chanel
81° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
19° Capítulo – I Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco e Pulsante do Álbum “Pulsante” de Tom Barão.
Produção: Cia ID´Artê.
19° Capítulo – I Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco e Pulsante do Álbum “Pulsante” de Tom Barão.
Produção: Cia ID´Artê.
82° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
19° Capítulo – II Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum “Pulsante” de Tom Barão e Ida 2 de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.
19° Capítulo – II Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum “Pulsante” de Tom Barão e Ida 2 de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.
83° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
19° Capítulo – III Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora de Tom Barão e Pantera
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê.
19° Capítulo – III Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora de Tom Barão e Pantera
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê.
84° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
19° Capítulo – IV Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Participação do Audio: Airam
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Chamado dos Barões do Álbum “Pulsante” de Tom Barão “Sangue do Mamute” de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: 80 anos de Plínio Marcos no O Autor na Praça, Deriva Aberta do Teatro Dodecafônico e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê
19° Capítulo – IV Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Participação do Audio: Airam
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Chamado dos Barões do Álbum “Pulsante” de Tom Barão “Sangue do Mamute” de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: 80 anos de Plínio Marcos no O Autor na Praça, Deriva Aberta do Teatro Dodecafônico e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê
Da
Realidade e do Imaginário de Ridarco
I Parte
O pingente está na ponta da
pirâmide irradia uma luz púrpura como se chama-se para dentro dele. Inerte meu corpo se entrega e voa até seu
encontro, a medida que me aproximo a luz se torna azul escarlate. Linhas saem
das retas inclinadas e caem caem no escuro. A jóia do pingente sai de seu
protetor de metal, cresce infinitamente e me envolve dentro de si, meu corpo se
contrai e numa explosão de luz eu estouro. Por um momento um vácuo de ar navega
como uma bolha dentro dágua no profundo oceano. Do meu lado esquerdo surge uma
pirâmide roxa e do direito uma pirâmide
verde, todo meu ser hesita em escolher e como se não bastasse surge na
minha frente uma esfinge com cabeça de mulher usando as antigas túnicas faraônicas,
ela tem apenas um olho que também me chama para dentro de si mas eu hesito pois
o temor e o receio estão comigo e atônito eu apenas me atenho a olhar. Mas a luz vermelha do pingente volta a me
envolver e me puxa para trás onde existe apenas um sesto vazio e árido com
vegetação mirrada. Meu corpo porém se arrasta para frente com medo e se choca
contra a luz do pingente. Mais uma vez meu corpo se encolhe e estoura a luz do
pingente fazem cacos estilhaçarem voarem. Sou arrastado por uma força extrema
que me puxa ao olho da esfinge, sem saída decido me entregar e sou levado
diretamente ao olho da esfinge. Ao adentrar esse aposento eu me torno um olho
que tudo vê, como se enxergasse a alma de todo ser vivo e tudo que fosse
abstrato. Nesse instante vejo as duas pirâmides roxa e verde e dentro delas
toda a contrabalança que sempre vi em minha vida, o melhor e o pior se
mesclando, amor e temor e por trás de tudo isso vejo o deserto vazio.
São pensamentos vazios, perdição,
ausência de tudo. Incapaz de permanecer dentro do olho, sou tragado de volta
para fora dele. Solar passa no seu pégasus preto, meu coração anseia ferozmente
adentrar na pirâmide roxa mas ela desmorona e afunda no chão.
Cia Cubo-Brasileira D’Artê
Neopardas
Cia. D’Artê:
Periódico
Nave:
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Escondida
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Cia. Cubo-Brasileira
D’Artê https://www.facebook.com/Cia-Cubo-Brasileira-DArt%C3%AA-1020570987954487/timeline/
Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón








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