quarta-feira, 30 de setembro de 2015

NAVE # 27

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


Cine no Coreto

Numa parceria entre o Coreto Cultural e a Cia. Cubo-Brasileira D'Artê, apresentaremos neste sábado (03.10.2015), às 19h, o "Cine no Coreto", onde exibiremos o filme "Ida" (uma produção da Cena Artêsta) e "Amor Estranho Amor".

Contaremos com a presença do cineasta Thiago Magnos, que fará uma breve exposição sobre ambos os filmes.

E venderemos cerveja, com o Barbearia Barões!

O Cine no Coreto é uma forma de promovermos a cultura na periferia de São Paulo, no João XXIII, e criarmos um evento propício às trocas e vivências pautadas na arte e no diálogo.

Venham todos prestigiar o evento!
Contamos com vocês.



Navê Literária & Sarau da Gruta  



Na praça do Coreto do Pq. Ipê, no João XXIII
26.09.2015, às 20h.

Produzido: Cia. Cubo-Brasileira D’Artê, Coreto Cultural e Coletivo Sarau da Gruta.
Representantes da Cia. Cubo-Brasileira D’Artê: Javier Morejón e Denis Faria.



Navê Literária: um experimento artístico-científico voltado à produção literária.
Sarau da Gruta: uma vivência rito-poética de autoconhecimento e celebração da arte.










Rádio Chanel

88° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
20° Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Monocórdio e Pulsante do Álbum “Pulsante” de Tom Barão e Aquática da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.

89° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
20° Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 de Tom Barão e Pantera, Aquática do Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora e do Álbum "Pulsante" Flauta de Xá-rá e Dimensão do Contrabaixo de Tom Barão.
Divulgação: Neopardas D´Artê no 2° Congresso Internacional de CRI 2i em Porto Alegre.
Produção: Cia ID´Artê


7º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco

I Parte
Pego a bicicleta estou numa estrada imensa: pedalo, pedalo, pedalo. Do meu lado direito há um deserto, na minha frente o sol com olhos, boca e nariz. Do lado esquerdo do sol uma montanha. Pedalo com afinco, um caminhão me ultrapassa, um carro, a caveira e Solar. A estrada beira ao mar e sou banhado por uma onda, continuo pedalando na mesma estrada e debaixo dessa onda. A estrada é longa e infinita, o sol e a montanha não sofreram alteração de tamanho. A estrada parece uma estrada norte-americana, também parece uma estrada brasileira, boliviana; uma estrada de pedra, areia e céu dos Andes, mas é apenas uma estrada na cabeça.  Outro caminhão me ultrapassa. Salto com a bicicleta na carroceria do caminhão e sigo viagem. Do lado esquerdo, colunas de fumaça saem de um rio entorno de um terreno sujo e descuidado. Do lado direito da estrada, uma família nordestina descendentes dos potiguarás, mãe grávida, dois filhos, o pai segura uma sacola.

Em cima do caminhão, que balança, um homem de preto sai entre a carroceria e o lugar de acento. Este homem começa a dançar desordenadamente em cima do caminhão. Me seguro bem na carroceria, os movimentos dessa dança balança o caminhão, preciso me segurar mais, o balanço aumenta, estou num barco, um jacaré salta em mim. Estou novamente no caminhão. O homem continua dançando e onde ele dança, agora é um palco, é Nijinski dançando o fauno é o homem dançando no caminhão em movimento. Enquanto isso uma capivara corre ao lado do caminhão e pára. Após a caminhão ultrapassá-la ela salta no caminhão e vem até mim. Um cachorro também salta no caminhão e vem até mim. Abraço os dois.


Ateliê 3Marias
Junior LittleCar veste camisas masculinas do Ateliê 3MariaS.
Gravando duas letras-poema no estúdio da Neopardas Cia. D'Artê com músicas de Tom Barão.
{{{{ouça os bits aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ReSSnhU7DSs}}}}}}
Música com letra logo menos circulando
fotos: Aline Magnos





Cia Cubo-Brasileira D’Artê
Neopardas Cia. D’Artê:
Periódico Nave:


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Dance Escondida

                                                                                        




Ficha Técnica

Diretor-Geral: Javier Morejón

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NAVE # 26

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...




A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)



Navê Literária & Sarau da Gruta, no Coreto (26.09.2015)

Em parceria com a Cia. Cubo-Brasileira D'artê e o Coletivo Cultural da Gruta, convidamos a todos e a todas para participar do segundo evento literário que será realizado mensalmente, no Coreto do Pq. Ipê, no João XXIII. 

COM:
- Navê Literária: um experimento artístico-científico voltado para a criação literária
- Sarau da Gruta: uma vivência rito-poética de autoconhecimento e celebração da arte
- Trio Pulsante (Tom Barão e sua banda)
- Projeções (Cine Grutalta)
- Barbearia Barões (o bar da Cena Artêsta)



LOCAL:
Praça Carlos Alberto Figueira Leitão
(Praça do Coreto, situada na região Pq. Ype/Jd. João XXIII)

REALIZAÇÃO:
Coletivo Cultural da Gruta (Sarau da Gruta)
Cia. Cubo-Brasileira D'Artê
Coreto Cultural





Rádio Chanel

85° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – V Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora - Aquática, Terremoto (Pantera) e Sangue do Mamute (Tom Barão e Pantera).
Divulgação: Ateliê 3Marias.
Produção Cia ID´Artê.

86° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – VI Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora Ida 1 de Tom Barão e Pantera e Flauta de Xa-rá do Álbum “Pulsante” de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave
Produção: Cia ID´Artê.

87° PROGRAMA D RÁDIO CHANEL
20° Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora - Samba 1(Alince), Terremoto(Pantera) e do Álbum "Pulsante": Dimensão do Contrabaixo de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave e Navê Literária e Sarau da Gruta.
Produção: Cia ID´Artê



DANCE ESCONDIDA

Ótima semana a tod@s!

O programa DANCE ESCONDIDA chega esta semana com um registro do Seminário de Literatura Negra que aconteceu na I FLICT (Festa Literária de Cidade Tiradentes).

Conseguimos trocar uma ideia com alguns d@s autor@s e pesquisador@s presentes.
Esmeralda Ribeiro , Miriam Alves, Oubí Inaê Kibuko, Cuti.

A Professora Lígia Ferreira (USP), biógrafa de Luiz Gama; Oubí Inaê Kibuko, fotógrafo, escritor e morador da Cidade Tiradentes há mais de 50 anos e Abílio Ferreira, pesquisador, escritor e um dos organizadores do evento.



6º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco

II Parte
A luz do pingente volta a me envolver e me puxa para dentro da pirâmide verde, entra nela e sou absorvido. Estou de cabeça para baixo, caindo, resignado. Solar passa mais uma vez no seu pégasus preto. Imagens surgem causando pavor, do presente e do passado, flashes e fotos, risadas irônicas, figuras não gratas, situações já vividas, uma realidade virtual que me põe de volta a tudo o que já vivi, não há saída. Corpos disformes me puxam e procuram me tragar. Quanto mais resisto, mais sou engolido. Sou levado a reviver cada situação idêntica de novo mas obrigado a agir de forma totalmente diferente em cada uma Escola, casa, família, amigos. Solar passa no seu pégasus preto e eu salto no lombo do seu pégasus. Andamos pelas montanhas do vulcão. Quando chegamos na frente do mar, o pégasus bate as asas e abre o mar. Entramos e andamos sobre o pégasus, o pingente voa acima de nossas cabeças a uns 7 metros de altura. Emite uma luz ou campo de força que serve de uma parede para não deixar água do mar fechar a trilha. Golfinhos e tubarões veem atrás voando como se nadassem, passa correndo um mamute e um cavalo. Uma mão gigante aparece, ela está suspensa por uma corda. Agora a mão bate no chão e causa um grande maremoto. A força da batida nos faz dar passos para trás com os animais. A mão bate 7 vezes no chão, causando maremoto e terremoto, até que para e começa a sair entre a mão e o chão, números, muitos números quicando no chão, muitos e muitos. Entre os números, o duende verde, inimigo do homem aranha. Até que surge o número 5, presto mais atenção nele, que quicando passa do meu lado e volta a trilha ganhando velocidade. Corro atrás dele, Solar também corre e está atrás de mim.

Corro atrás dele, Solar também corre e está atrás de mim. Ela dá um salto que ultrapassa eu e o número 5. Quando ela chega no chão, o 5 entra nela e eu a abraço e somos carregados por um redemoinho para as profundezas das águas escuras, somos envolvidos por uma iluminação de seres abissais que nadam em volta, eles entram e saem de dentro do redemoinho. Então Uma criança sai correndo de dentro do redemoinho. Eu e Solar corremos para tentar alcançá-la. A criança pega carona numa baleia até chegar na beira-mar. Ela brinca com dois pauzinhos, entrega um para mim e outro para Solar. Os pauzinhos crescem e eu e Solar ensaiamos uns passos de Makulelê. A criança pula na minha cabeça, pula na de Solar, pula novamente na minha e na de Solar. Se diverte. A caveira vem andando até nós. A criança pula na cabeça da caveira e ela se desmonta toda no chão. A criança pega um fêmur (osso da coxa) e começa a bater o fêmur no chão. A caveira se reconstitui e vê a criança bater o osso no chão, curtindo o som do osso na terra. Ela toma o fêmur da criança que começa a chorar lágrimas de leite. Então Solar pega a criança para dar mamar e deita na rede. Eu balanço a rede enquanto ela dorme e dá de mamar. A caveira me chama, está sentada na beira do açude na cidade de Guarita, Estado da Paraíba. Ela joga o anzol e pesca uma perna. Eu jogo o anzol e pesco um dicionário de uma língua desconhecida, jogo novamente e pesco uma tabuleta com um ideograma japonês pingando espinhas de piaba, então sai um elefante do açude, um triângulo de 1metro e 71, um aro de bicicleta, uma bicicleta amarela.

  
  
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Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

NAVE # 25

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)



A Grande Ida, Segunda Parte
1ª Flict - Festa Literária de Cidade Tiradentes

Neste sábado, dia 12 de setembro de 2015, foi realizado mais uma GRANDE IDA para mostrar as produções das 3 IDAS.
A Cia. Cubobrasileira com a Ida Literária; a Neopardas com a Ida Imagética e a Id’Artê com a Ida do Corpo.
O evento contou também com a recém-formada Cia. Musik d’Artê tocando a Ida Sonora com Tom Barão e banda.
E o Núcleo de Artes Afrobrasileiras da USP com as performances realizadas pelas artistas Lili Carabina e Mari Rocha.
E vem aí a 3ª MOSTRA DE ARTES DO MOVIMENTO IDA
Fotos (abaixo): Eliane Veiga

  


















MANIFESTO GRUTURAL
Em algum lugar da imensidão do manto negro celeste entre tantas e incontáveis esferas luminosas e caóticas havia uma erigida sobre pedras fogo sede instinto e suor habitada por Seres Misteriosos cujos gritos se transmutaram em versos e depois em raciocínios lógicos e códigos litúrgicos: a Magia em Filosofia em Religião em Ciência: filhas da mesma Grande Mãe: deidades que reinavam em todos os apoteóticos corações E por alguma falha ou esquecimento em cada qual deixaram seu trono e se abrigaram em prisões catedráticas Outrora viviam em matas edênicas e extraiam o néctar das cópulas das carnes e das frutas As águas dos lagos e riachos banhavam com deleite cada um dos seus poros As solas dos pés eram raízes em permanente comunhão com a terra Os ventos adentravam com alento trazendo do Sul do Norte do Leste e do Oeste a Arte sagrada do Cosmos: uma infinitesimal parte desta riqueza para ele voltou e outra pequena rupestre e oculta ainda permanece em antigas paredes místicas: o Canto Sagrado primordial morada onde o fogo era a única Luz no entorno do qual os corpos se entrelaçavam em constante Celebração: Após milênios o véu se esvaeceu e o Canto pode ser encontrado A poesia se tornou Fogo: Chamas que emancipam qualquer alma que delas se aproximam Canto antigo recôndito e enigmático ao qual algumas vozes redesignaram com uma simples alcunha: GRUTA.


Rádio Chanel

81° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – I Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco e Pulsante do Álbum “Pulsante” de Tom Barão.
Produção: Cia ID´Artê.

82° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – II Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum “Pulsante” de Tom Barão e Ida 2 de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.

83° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – III Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora de Tom Barão e Pantera
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê.

84° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – IV Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Participação do Audio: Airam
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Chamado dos Barões do Álbum “Pulsante” de Tom Barão “Sangue do Mamute” de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: 80 anos de Plínio Marcos no O Autor na Praça, Deriva Aberta do Teatro Dodecafônico e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê


 6º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
I Parte
O pingente está na ponta da pirâmide irradia uma luz púrpura como se chama-se para dentro dele.  Inerte meu corpo se entrega e voa até seu encontro, a medida que me aproximo a luz se torna azul escarlate. Linhas saem das retas inclinadas e caem caem no escuro. A jóia do pingente sai de seu protetor de metal, cresce infinitamente e me envolve dentro de si, meu corpo se contrai e numa explosão de luz eu estouro. Por um momento um vácuo de ar navega como uma bolha dentro dágua no profundo oceano. Do meu lado esquerdo surge uma pirâmide roxa e do direito uma pirâmide  verde, todo meu ser hesita em escolher e como se não bastasse surge na minha frente uma esfinge com cabeça de mulher usando as antigas túnicas faraônicas, ela tem apenas um olho que também me chama para dentro de si mas eu hesito pois o temor e o receio estão comigo e atônito eu apenas me atenho a olhar.  Mas a luz vermelha do pingente volta a me envolver e me puxa para trás onde existe apenas um sesto vazio e árido com vegetação mirrada. Meu corpo porém se arrasta para frente com medo e se choca contra a luz do pingente. Mais uma vez meu corpo se encolhe e estoura a luz do pingente fazem cacos estilhaçarem voarem. Sou arrastado por uma força extrema que me puxa ao olho da esfinge, sem saída decido me entregar e sou levado diretamente ao olho da esfinge. Ao adentrar esse aposento eu me torno um olho que tudo vê, como se enxergasse a alma de todo ser vivo e tudo que fosse abstrato. Nesse instante vejo as duas pirâmides roxa e verde e dentro delas toda a contrabalança que sempre vi em minha vida, o melhor e o pior se mesclando, amor e temor e por trás de tudo isso vejo o deserto vazio. 
São pensamentos vazios, perdição, ausência de tudo. Incapaz de permanecer dentro do olho, sou tragado de volta para fora dele. Solar passa no seu pégasus preto, meu coração anseia ferozmente adentrar na pirâmide roxa mas ela desmorona e afunda no chão.



  

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Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NAVE # 24

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)




A
 Grande Ida é uma caravana de artistas que viaja pelo imaginário coletando matéria prima para suas obras.
Em 12 de setembro estaremos na Cidade Tiradentes: mata atlântica repleta de resquícios de índios e negros pulsando na batida do funk.
Ostentaremos nossas imagens pelo corpo, pela palavra e pelo olhar.







Ida Literária
A Ida[1] Literária é um processo de investigação do imaginário usado para a criação literária. O processo consiste em duas fases, com duração total de 1h. Na 1ª fase realiza-se uma Ida de 10 minutos, após a qual, imediatamente (2ª fase), realiza-se a Dimensão Contextual[2]. Após o término da Ida Literária, ou durante a própria Ida Literária, os participantes podem produzir embasados dessa experiência, e enviar o material produzido em até 4 dias para a pessoa responsável. O material reunido será publicado posteriormente, através da Editora Navê[3], e também será veiculado nas mídias da Pós-Indústria de Cinema[4].

As 3 Idas
A Ida Literária é um projeto da Cena Artêsta, que acontece junto a outras duas formas de Idas: a Ida do Corpo e a Ida Imagética. A Ida Literária foi desenvolvida pela Cia. Cubo-Brasileira D’Artê, a Ida do Corpo pela Cia. ID’Artê, e a Ida Imagética pela Neopardas Cia. D’Artê. Juntas estas três Cias. realizam o projeto “As 3 Idas[5]”.
Cada uma das Cias. produz arte e conhecimento utilizando-se do método da Ida, mais o método da Dimensão Contextual. Isto é, produz arte e conhecimento a partir da incursão da consciência no imaginário, e na interação social entre os personagens identificados no imaginário pessoal de cada participante, num mesmo espaço físico, segundo determinadas regras existenciais pré-definidas.


Demais aspectos da Ida Literária
1.      O público da Ida Literária é formado por artistas, preponderantemente, pois a própria atividade é voltada para a criação artística, mas qualquer pessoa, artista ou não, pode participar da experiência, sem restrições de idade.
2.      A Ida Literária extrai das imagens interiores, visualizadas durante a Ida, os insumos criativos para a produção individual. Na Ida Literária, as imagens, portanto, são o arcabouço das palavras, são o seu trampolim existencial.
3.      A Ida Literária não é apenas produção literária, mas principalmente um processo de desconstrangimento e autoconhecimento da personalidade.

 [1] Segundo o Conceito Ida: “é o deslocamento da consciência no imaginário, feito a partir de uma Origem e com um Término”.
[2] Segundo o texto “Dimensão Contextual”: “A Dimensão Contextual é um método de desenvolvimento e interação entre personagens oriundos do imaginário, num espaço físico”.
[3] Editora da Cena Artêsta, pertencente à Pós-indústria de Cinema
[4]  Ver o texto: “Pós-indústria de Cinema”. Exemplos de mídias: Periódico Nave, Rádio ChanelNeopardas Cia. D’Artê, Cia. Cubo-Brasileira D’Artê.
[5] Ver o texto: “As 3 Idas”.



Rádio Chanel

79° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - V Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Monocórdio do Álbum "Pulsante" de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.


80° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Tsunami do Álbum "Pulsante" de Tom Barão
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê e Grande Ida
Produção: Cia ID´Artê



5º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco


III Parte

Vejo uma casa marrom ou um pedaço de terra desmatado para se construir algo. Ao chegar lá, um breu total.  Um círculo de fogo acende, estou no meio. Lunar e Solar cavalgam em seus equinos pretos, dentro do círculo e ao meu redor. O fogo ganha altura como se fosse a boca de um fogão. O fogo perde altura, não se vê mais nada. Quando clareia, estou dentro de uma pirâmide que pula na praia de parati. A mata balança seus galhos como sempre. A pirâmide inclina e mergulha para o fundo do mar. Angela se aproxima da pirâmide, bate nela como se batesse numa porta. Uma sereia a pega pelos braços e a leva para a superfície do mar. Ela corre na água e encontra um buraco alguns metros a frente, entra na tubulação de ar dentro dágua, e atinge a pirâmide com seus dois pés, jogado-a de volta para a superfície.

A Pirâmide suga toda a água do mar. Angela anda no deserto que antes era mar. Vejo de muito longe, Solar voando com seu pégasus, pulando do lado de Angela como se fosse o trampolim para voar mais alto. O mesmo faz Lunar. Solar e Lunar voam circularmente num determinado ponto do oceano sem água. Este voo começa formar um furação e de dentro desse furação sai uma casa. Vejo dentro da casa uma estátua de madeira antiga colada na parede de algum museu ao lado de outra. Minha atenção é maior para a primeira. O túmulo de tutancamon está do meu lado direito. Seu ouro reluz. Está do lado de uma escada numa casa e atrás do túmulo há uma cozinha. Tateando a textura da estátua, tento retirá-la da parede sem danificar a obra. Há vários desenhos nesta estátua, visualizo apenas uma mulher dando de mamar a uma criança. Uma escada disforme aparece, lá em cima é escuro. Retiro a estátua e a seguro entre as duas mãos, deve ter uns 30 centímetros, solto-a flutuando do meu lado direito. Na minha frente está o pingente vermelho. Ele voa e se instala por dentro, no topo da pirâmide.


Ateliê 3Marias


O Ateliê 3MariaS está com a coleção primaveril saindo!
Modelos de top com ombros à mostras trazendo estampas coloridas e alegres. Feminilidade em formas geométricas.
Feito sob medida, respeitando suas curvas, contornos e linhas.
Pedidos in box
Modelo: Ângela Grillo
Foto: Aline Magnos














Cia Cubo-Brasileira D’Artê
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Diretor-Geral: Javier Morejón