Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
Navê[1]
Literária
A Navê Literária
(a primeira Navê) é um sistema aprimorado de Ida[2].
A versão original da Ida consiste numa incursão da consciência no imaginário,
com uma origem e um término, sendo dividida sua estrutura em: (1) a Referência,
(2) o Registro, (3) a Incursão[3].
Na Navê
Literária é acrescentada uma quarta função: a Incursão Parcial. A Incursão
Parcial consiste numa pessoa que realiza a incursão durante tempo indeterminado
e, quando da pausa da referência, a mesma se dirige à pessoa responsável pelo
Registro e narra-lhe aquilo que ela visualizou imageticamente durante a
incursão. Após o término de sua descrição, ou mesmo antes - segundo a regra
pré-definida-, aquele que realiza a Incursão Parcial, quando da retomada da
referência, volta novamente à incursão. Isto porque na Navê Literária a
Referência não é constante: nos momentos em que ela ocorre, tanto aquele que
faz a Incursão Completa quanto aquele que faz a Incursão Parcial estão ao mesmo
na Incursão. Somente quando a Referência é interrompida é que aquele que faz a Incursão
Parcial interrompe a sua incursão e narra àquele que faz o Registro o conteúdo
de suas impressões imagéticas, enquanto a pessoa que faz Incursão Completa não
interrompe a sua incursão, mas permanece nela da origem ao término.
Aspectos Sintéticos da Navê Literária
1. Para
que aja a Navê Literária são necessárias quatro pessoas. Uma para fazer a
Referência, uma para fazer o Registro, uma para fazer a Incursão Completa, outra
para fazer a Incursão Parcial.
2. A
Ida da Navê Literária é de longa durabilidade, com mínimo de 10 minutos de
duração.
3. A
escolha da referência é importante, posto que a referência é o que determina o
tipo de imagens que serão evocadas. Cada referência, portanto, deve ser criada
segundo um tipo de necessidade existencial. Ou seja: a referência é o produto
de uma escolha reflexiva.
4. A
pessoa que faz a Referência não pode se demorar em voltar à referência, pois
isso comprometeria a própria pessoa que faz a Incursão Completa. Por exemplo,
se a pessoa que faz a Incursão Parcial demorar mais do que 1 ou 2 minutos para
expor ao Registro suas imagens, a Referência deve retomar imediatamente o som
que estava produzindo. Para tanto, 1 ou 2 minutos deve ser o limite da
interrupção da referência e o prazo máximo para a Incursão Parcial passar a sua
mensagem imagética ao Registro. No caso da mensagem ser dita rapidamente, em
questão de poucos segundos, a Referência deve voltar à tona tão logo a Incursão
Parcial tenha terminado sua transmissão, do modo mais sincronizado possível.
5. O
som produzido pela Referência deve ser constante, para que seja mais eficiente
a amplificação das ondas do imaginário que estão sendo pescadas pela
consciência.
6. A
Referência precisa produzir som, ondas sonoras, mas a maneira como o som é
produzido e a característica que passa a ter é de livre criação. Vale dizer, de
maneira nãoacadêmica e nãotradicional.
7. Aquele
que faz o Registro deve ficar como responsável pela observação do tempo
estipulado de no mínimo 10 minutos de Ida. Quando o tempo de 10 minutos acabar,
o Registro deve informar à Referência, e esta deve cessar sua função, dando término
à Ida da Navê Literária.
8. O
Registro deve ocupar-se prioritariamente de registrar a Incursão Completa e a
Incursão Parcial, procurando dar foco à totalidade do corpo.
9. A
pessoa que faz a Incursão Parcial deve se concentrar para tentar encontrar
imageticamente a pessoa que está fazendo a Incursão Completa. A 4ª função
prevista na Navê Literária, assim, é um tipo de “tradutor imagético”, pois
tenta captar e descrever as imagens daquele que executa a Incursão Completa.
Obs1: A Ida é de longa durabilidade
para que dê tempo de que as impressões sejam mais intensas e profundas; e
quanto mais longa for a Ida, maior a probabilidade de que o incursor manifeste um
estado de hipnose ou transe.
Obs2: A Navê Literária é uma técnica
contemporânea de investigação/materialização do imaginário. Aqueles
que a executam devem estar cientes de seus riscos psicofísicos, de suas normas
estruturais e de suas proposições existenciais.
[1] De acordo com “As 3 Idas”, de autoria de Thiago Magnos, Aline Magnos e Javier Morejón.
[2] De acordo com Conceito Ida.
Dia 12 de setembro a Neopardas Cia. D'Artê,
a Cia. Cubo-Brasileira D'Artê e
a Cia IDArtê estarão
reunidos na GRANDE IDA na Festa Literária da Cidade Tiradentes.
Sábado, 19 hs!
Apresentaremos as obras que estão
nascendo das 3IDAS:
- Ida do Corpo
- Ida Imagética
- Ida Literária com Sarau da Gruta.
- Ida do Corpo
- Ida Imagética
- Ida Literária com Sarau da Gruta.
E Em novembro:
III MOSTRA DE ARTES DO MOVIMENTO IDA!
III MOSTRA DE ARTES DO MOVIMENTO IDA!
A Caravana não pára!
Ateliê 3Marias
Amig@s,
É com grande
satisfação que compartilho convosco o editorial outono inverno do Ateliê
3MariaS.
Essa coleção é
chamada "Primeira Extração Artêsta" e é fruto de escavações em meu
imaginário.
Ela reflete
minha relação com as entidades e elementos da natureza, e com a urbanidade
afroameríndiaciganoportuguesa que corre em minhas veias. Todas as fotos foram
feiras no Parque Vila do Rodeio, na Cidade Tiradentes, meu berço, minha
história.
Todas as peças
deste editorial foram confeccionadas por mim no Ateliê 3MariaS e estão à venda.
Pedidos in box.
Meus
agradecimentos especiais aos belíssimos modelos Débora Santos, François Augusto
Dos Reis, Jeny Dias (Ewaci), além da ajuda e apoio da Vanessa (Oyaci, mãe da
Jeny).
Ficha Técnica:
Modelos: Débora Santos, Jeny Dias, François Augusto Dos Reis
Produção: Aline Magnos.
Fotografia: Aline Magnos.
Maquiagem e figurino: Aline Magnos.
Modelos: Débora Santos, Jeny Dias, François Augusto Dos Reis
Produção: Aline Magnos.
Fotografia: Aline Magnos.
Maquiagem e figurino: Aline Magnos.
Rádio Chanel
75° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
18° Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora - Ida 2 - Tom Barão e Pantera, Samba de Alince - Alince e Pantera.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e 3Idas
Produção: Cia ID´Artê.
18° Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora - Ida 2 - Tom Barão e Pantera, Samba de Alince - Alince e Pantera.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e 3Idas
Produção: Cia ID´Artê.
76° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
18° Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pulsante do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê
18° Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pulsante do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê
77° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
18° Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave, Ateliê 3Marias, Ida do Corpo.
Produção: Cia ID´Artê.
18° Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave, Ateliê 3Marias, Ida do Corpo.
Produção: Cia ID´Artê.
78° PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
18° Capítulo - IV Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum "Pulsante" de Tom Barão e Samba de Alince da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.
18° Capítulo - IV Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum "Pulsante" de Tom Barão e Samba de Alince da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.
5º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do
Imaginário de Ridarco
II Parte
Estou no chão,
uma montanha se materializa do lado direito. A cabeça e a lança do Centauro
estão no chão. Tem gelo em algumas partes da montanha e do chão. Encosto a mão
na montanha e sinto calor. Há um vulcão nesta montanha que cospe fogo para o
céu. A montanha é de borracha. Cada vez que emburro a montanha de borracha com
a palma da mão, chamusca um tiro de fogo que se acumula no céu. Empurro muitas
vezes e o fogo ganha espaço no grande azul. No seu pégasus, Solar vai ao
encontro da montanha e sobe até a boca do vulcão, saltando na linha do fogo. Se
queima, mas não sente se queimar. Ganha energia. Ela vai novamente, e agora, ao
entrar em contato com a larva do vulcão se torna gelo e brilha. Milarepa surge
e sopra um vento gelado no fogo acumulado no céu. A lua abre a boca. O Diabo
com seu cachimbo está na minha frente ao
lado do índio. Os dois baforam ao mesmo tempo, uma fumaça azul e roxa que me
envolvem.
O céu tem uma
parte de fogo e outra de gelo. O gelo se parte e cai um grande pedaço que
seguro com a mão direita. O gelo vira uma escada. Num primeiro momento, seus
estrados são balas de fuzil. A escada é um caminho na montanha de atmosfera
tenebrosa. Escuridão, gárgulas subindo e escorregando nas paredes da montanha.
Um monge tibetano está na minha frente e eu o sigo. Não o vejo mais, vejo a
cidade dividida em campos de plantação. Ao longe um desenho metade verde
escuro, metade verde claro. E entre o verde escuro e verde claro há um lugar,
parece uma casa marrom ou um pedaço de terra desmatado para se construir algo.
Neopardas
Cia. D’Artê:
Periódico
Nave:
Página no facebook:
(Rádio Chanel) https://www.facebook.com/pages/R%C3%A1dio-Chanel-A-R%C3%A1dio-da-Cena-Art%C3%AAsta/1421296924859579?fref=ts
Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón









Nenhum comentário:
Postar um comentário