domingo, 26 de abril de 2015

NAVE # 5

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!


A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


Inauguração da Cena Artêsta
A Cena dos navegantes do imaginário

Foto das oito primeiras pessoas artêstas, na inauguração da Cena Artêsta, na Faculdade de Letras, USP-FFLCH, em 17 de abril de 2015.
O evento de inauguração contou com o lançamento da Cena Artêsta e da Pós-indústria de Cinema. As quatro primeiras pessoas artêstas (Thiago Magnos, Aline Magnos, Ricardo Aparecido e Javier Morejón), apresentaram os seguintes projetos:
1.       Pós-indústria de Cinema;
2.       Centro Terapêutico do Imaginário;
3.       Periódico Nave;
4.       Rádio Chanel;
5.       Programa “Dance Escondida”;
6.    Vídeo Performance: “Cenas de Ridarco & Sátiros”

Após os lançamentos, coquetel, fotos e celebração. A Cena Artêsta, há quatro anos sendo construída, é neste dia oficializada e publicamente reconhecida como existente, representando um marco. A Cena Artêsta está instaurada!


Dimensão Contextual

01.   A Dimensão Contextual é um método de desenvolvimento e interação entre personagens oriundos do imaginário, num espaço físico.

02.    A Dimensão Contextual é um desdobramento da Linguagem Contextual e, como esta, também se utiliza de Idas.

03.   Como a cada Ida a história de um personagem aumenta, a cada encontro o contexto sofrerá alterações.

04.    Com o intuito de extrair algum sumo do método, um número mínimo de frequência deve ser definido.

05.    No espaço físico, a pessoa poderá desenvolver o seu personagem e interagir, desde que não incomode os demais.

06.    Os personagens vão compor essa dimensão trazendo imagens do imaginário para a realidade. Para isso, será necessário matéria-prima e espaço físico.

Síntese:
A Dimensão Contextual materializa o Imaginário, estabelece uma relação social entre os imaginários dos participantes e os seus personagens. Portanto, busca desenvolver uma linguagem comum entre esses  personagens identificados, cujo relacionamento é capaz de se desdobrar de diferentes formas:
1 - Por exemplo, como quando os personagens do imaginário, estando e vivendo no mesmo espaço físico, voluntariamente se “desprendem imageticamente” do espaço onde estão e se deslocam em outro espaço – imagético – criam ou encontram outro  ou outros personagens;
2 - Ou como no caso dos personagens se reunirem para criarem algum tipo de obra ou experimento. Estes são exemplos de possibilidades.

                                            


O texto a seguir esclarece o que é o Centro Terapêutico do Imaginário; foi pronunciado no dia 17 de abril de 2015, na USP-FFLCH, na ocasião da Inauguração da Cena Artêsta.

Centro Terapêutico do Imaginário

 O Centro Terapêutico do Imaginário é uma organização que pertence à Cena Artêsta e que trabalha com uma técnica terapêutica denominada: Terapia do Imaginário
Essa terapia foi construída a partir das referências teóricas: “Modelo do Imaginário” e “Conceito Ida”, e foi desenvolvida inicialmente por Thiago Magnos, há algum tempo, quando ainda outra pessoa estava no comando da pesquisa e, a menos de um ano, me foi oferecida a possibilidade continuar, liderar e executar as pesquisas sobre a Terapia do Imaginário. Desde então venho desenvolvendo essa pesquisa cujos primeiros experimentos foram realizados no decorrer do segundo semestre de 2014, com alguns grupos de pessoas, o que possibilitou um número mínimo e suficiente de material recolhido.
A T.I é uma técnica imagética. Portanto, diferentemente do método freudiano, ou de outros métodos, nos quais o processo de identificação e de tratamento de uma neurose é feito a partir de um processo dialético, ou seja, a partir do discurso, a partir de perguntas e respostas, diferentemente desse processo, a T.I utiliza-se da imagem como princípio de tratamento, como base, o que gera diferenças metodológicas acentuadas entre este método e outros.
A principal diferença é a própria base do método, ou seja, as imagens. A segunda diferença notória é a eficiência do método: numa sessão de poucos minutos a maioria das pessoas se sente impactada ou fortemente sensibilizada com a experiência, seja no sentido de se deixar levar pelas imagens, seja no sentido de se sentir tenso e ter dificuldades em visualizar e não conseguir se deixar levar pelo processo. Em ambos os casos, no entanto, há repercussão, e essa é uma prova do quão eficiente é a técnica, porque, em poucas sessões, ou mesmo – como tem sido o caso da maioria das pessoas – em uma única sessão de poucos minutos gera-se um resultado significativo que afeta diretamente a pessoa envolvida. O que geralmente tende a demorar em ser alcançado numa sessão de, por exemplo, psicoterapia, particularmente a terapia baseada no método freudiano.
Segundo as pesquisas que foram realizadas, a média é que de cinco pessoas, três se sintam fortemente impactadas de imediato, seja para fluir junto às imagens, sem reprimir-se, seja para esbarrar em algum ponto de tensão, que é onde está um possível foco de neurose, ou temor, trauma, constrangimento, etc..
Um modo de exemplificar a T.I é dizer que, ao “entrar” no Imaginário, a pessoa em vivência, mergulha em um estado de meio-sono, meio-vigília e é estimulada a permitir que as imagens, ou as ondas provindas do inconsciente, saltem à consciência, ou que sejam amplificadas - nesse caso não como se saltassem, mas como se fossem pescadas; ou seja, as imagens são capturadas pelo foco de atenção e com isso são amplificadas, dentro da ótica do Modelo do Imaginário.
Outra diferença notória entre a T.I e o método freudiano é a atuação do corpo no processo de cura. Naturalmente, nesse tipo de terapia o corpo está incluso no processo de cura, porque as imagens ativam emoções, e o corpo manifesta espontaneamente – se não houver medo –  as características dessas imagens. Então, enquanto normalmente é difícil expressar certas emoções em contextos habituais e mesmo em contextos projetados especificamente, o voltar-se ao imaginário, que é uma dimensão introspectiva e analógica, torna mais fácil exteriorizar as emoções, ou de entrar em contato com elas – mesmo que muitas vezes este seja um contato indesejável por algum motivo –  pela simples razão de que através desta terapia é estabelecido desde o início uma sintoniza progressiva com as várias camadas do inconsciente, e através do corpo o inconsciente se manifesta, se revela. O corpo, portanto, é um dos meios que nos permitem comprovar a eficácia e a intensidade desta terapia e que nos permite afirmar que este é um método capaz de transformar um movimento imagético, velado por símbolos, em movimentos sinestésicos clarificados por símbolos.
Por tanto, T.I é uma técnica terapêutica que oferece resultados em pouco tempo, porque trabalha diretamente com o inconsciente – não necessita de um intermediário, e não necessita da palavra – e seu impacto é intenso porque lida diretamente com as imagens e toda e qualquer imagem gera emoções e acaba se refletindo nos sentidos, o que facilita trazer à tona sentimentos e reflexões em estado “dormente”.
Daí a T.I poder vir a se tornar, com o tempo, uma técnica terapêutica respeitada também pelos estudiosos da psique humana porque em relação aos leigos, esta já é uma abordagem considerada eficiente e refletida, com uma base conceitual séria e, já que esta é uma técnica terapêutica com uma abordagem única – porque há autores, como Carl Gustav Jung, que tratam da importância da imaginação e da imagem no processo terapêutico, mas não há uma técnica pronta e refletida que esteja sendo utilizada terapeuticamente, ao menos no Brasil- como é o caso da T.I.
Por último, a T.I ainda está em processo de desenvolvimento tanto em relação à sua estrutura técnica, quanto em relação a sua estrutura teórica. O Centro Terapêutico do Imaginário está sendo inaugurado hoje, 17 de abril de 2015, e passará a atender em maio e mais informações serão divulgadas proximamente no Facebook, por e-mail e através dos blogs da Neopardas Cia. de Artes e do Periódico Nave.


Javier Morejón,
Diretor do Centro Terapêutico do Imaginário



Rádio Chanel
A gente se conecta!


A Rádio Chanel é um braço da Pós-Indústria de Cinema. Noticia principalmente a produção e criação da Cena Artêsta e outras produções. Amplificando as ondas numa transmissão radiofônica online, que abarca uma programação de Novela de Idas, Ida Sonora, entrevistas, notícias da Dimensão Contextual e divulgação, em geral.
Numa linguagem poética, é uma forma da Cena se comunicar, organizar, difundir o conhecimento Artêsta.
A apresentação da Rádio é realizada pelo Piloto da Nave Ultraéden, o Pantera e pelo seu chapa Ridarco, transmissor das imagens em que a Nave navega. A Rádio Chanel é parte de um todo, ela não sobrevive sem as outras partes da Pós-Indústria. E o que alimenta este todo é a Ida consciente (por meio do Sistema Ida) para o imaginário, esta fonte de criação incessante. O programa vai ao ar de segunda a quinta a partir do meio-dia.
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Abaixo seguem os links da Rádio Chanel, na sequência de postagem, no site soundcloud.com/radiochanel

No Programa Inaugural da Rádio Chanel:
- 1º Episódio da Novela de Idas - Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Cléia Plácido - Trilha Sonora da 1ªPlaylist de Ida Sonora.
- Pantera mandando a Ida Sonora de sua cabine.
- Entrevista com a Bailarina e Atriz Cléia PLácido.
- Ridarco na Transmissão do que está dentro e fora da Nave.
Produção: Neopardas Cia de Artes.

https://soundcloud.com/17042015/2-radio-chanel?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share&utm_medium=facebook


A Novela de Idas segue uma sequência onírica de lugares e personagens do Imaginário. Entrando em mundos nunca dantes visitados, mundos dentro dessa caixa craniana, misturada com o que consumimos de imagens nesta realidade.

https://soundcloud.com/17042015/programa-3?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share&utm_medium=facebook


O 3° Programa da Rádio Chanel traz Ida Sonora.

O 2° Capítulo - Parte II da Novela de Idas: do Imaginário e da Realidade de Chico Américo Dourado, Daniel Volatinero e Ridarco. Trilha Sonora: Thiago Magnos - Música: Histeria



ULTRAÉDEN (2014)


A Neopardas Cia. de Artes estreia a performance audiovisual “Ultraéden” no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. Concebido a partir das pesquisas do grupo nos campos do imaginário e da psicologia profunda, essa obra marca a vinda à público de uma teorização iniciada entre 1997 e  2003, por Thiago Magnos, pesquisador e diretor da companhia.
Thiago desenvolveu um modelo de imaginário e um sistema de exploração deste. Sua proposta é construir um mapa do imaginário por meio de incursões chamadas IDAs, as quais define como “deslocamentos da consciência no imaginário”. Uma perspectiva científica registrada e testada por meio de diversas linguagens artísticas. Ao invés de escrever um ensaio ou um relatório sobre as experiências com esse modelo e esse sistema, a Neopardas Cia. de Artes produz arte e outras formas de cultura. Ultraéden é um dos “produtos” desses experimentos.
O espetáculo é classificado pelo grupo como “performance audiovisual” porque nele acontece a IDA, ou seja, o elenco vivencia o “deslocamento da consciência no imaginário”, expressando-o por meio do movimento/dança, nesse sentido é performático. Além disso, todo o processo é registrado por câmeras cujas imagens servirão de “mapa do imaginário”.
A trilha, composta e executada ao vivo por Thiago Magnos, também é fruto dessas incursões. O som saído de um teclado sintetizador serve de “nave” para a viagem dos performers em cena.
Constituído por 10 atos cujas imagens, retiradas do imaginário, são manifestadas pelo movimento, pela expressão e pelo som, o espetáculo torna-se essa viagem entre símbolos e signos e nos deparamos com arquétipos primordiais como o herói e a anciã. O Nada é o terreno em que eclode violentamente a Árvore da Existência. Ela é o início da construção de um mundo chamado Ultraéden. Um quebra-cabeça cujas peças são as imagens, símbolos e mitos colhidos do imaginário e registrados pelo corpo e pelas câmeras.

Este é o link do vídeo performance: ULTRAÉDEN


Feira D’ArtêA feira cubo-brasileira de arte e ciência de uma indústria pós-moderna. O mercado cubo-brasileiro pós-industrial.
A Neopardas Cia. de Artes criou a Cena Artêsta. Trata-se de um movimento cultural cubo-brasileiro e funciona em torno da Feira D’Artê que é o mercado de uma indústria pós-moderna.
A Feira D’Artê foi concebida a partir de uma proposta pós-moderna e tem seu pilar na pós-indústria o, além dos conceitos que lhe servem de alicerce, como o Conceito Ida e a Dimensão Contextual.
A Feira D’Artê está organizada em barracas, cada uma pertencendo a uma categoria diferente, todas vendendo seus produtos em Artê, que é a moeda da Cena Artêsta e que circula na Feira. O Real, na barraca de câmbio, se troca por Artê – uma nota promissória legalmente registrada –  e o Artê é trocado por produtos disponíveis nas barracas.
O Artê é a moeda e A Artê é o produto, sendo que 1 Artê equivale a 3 Idas de três minutos, feitas consecutivamente, com a mesma referência. E a A Artê é o produto da definição artêsta, ou seja, produzido utilizando o Conceito Ida.
Resumidamente, a Feira D’Artê é composta por um processo de “imersão de imagens” (Conceito Ida), a partir das quais se criam produtos e personagens e nas barracas e espaços da feira se comercializam os produtos artêstas (A Artê), com dinheiro artêsta (O Artê).
Tudo isso dentro da Dimensão Contextual, que consiste, conforme já amplamente explicado, em um método de criação e interação entre personagens oriundos do imaginário, sendo os responsáveis pelas barracas personagens da feira criados através do Conceito Ida e materializados na Dimensão Contextual, que acontece dentro da Feira D’Artê.

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 que essa feira? Necessidade e resolução.
A necessidade é que há um tipo de pessoas querendo consumir arte, porém buscando algo fora do padrão de vida estadunidense, que tenha qualidade em termos estéticos, excelência em termos de infraestrutura e eficiência organizacional, além de encontrar experiências que satisfaçam espiritualmente, ou seja, um lugar onde seja possível construir relacionamentos significativos.  Logo, é uma resolução para uma demanda atual, porque a feira se propõe cumprir com cada um desses aspectos.


Ficha Técnica:
Diretor-Geral - Javier Morejón

quinta-feira, 16 de abril de 2015

NAVE # 4

Este é o Periódico Nave, 
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...





“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)



Pós-indústria 


A indústria é a grande referencia da modernidade, pois trouxe transformações sociais que instauraram no ocidente, inicialmente, uma lógica totalmente nova. Essa lógica industrial, porém, assiste sua própria decadência. Vemos sinais de “mudança de era” e alguns estudiosos, como Lyotard se referindo à estética, apostam no termo “pós-modernidade”.

Toda mudança de era vem acompanhada de mudança de paradigma. Um paradigma é um pressuposto filosófico, uma matriz, ou seja, uma teoria que embasa um conjunto de crenças, hábitos e ideologias dominantes em uma determinada época.

Sendo assim, a chamada pós-modernidade seria o estágio em que a sociedade ocidental se encontra atualmente – segundo alguns teóricos desde a queda do muro de Berlim, em 1989 – e que vem substituindo paradigmas modernos por pós-modernos. Um exemplo prático seria dizer que se na modernidade o paradigma industrial é essencial, na pós-modernidade isso tende a mudar para o que chamamos de “pós-indústria”.

E essa “pós-indústria” já existe? Alguém poderia questionar e nós responderíamos afirmando a existência de tendências e muitas realizações nesse sentido. Mas em quê consiste essa “pós-indústria”? Primeiramente, devemos advertir que esse termo/conceito não é oficial, ou seja, não encontramos ainda registro de publicações acadêmicas ou não que tragam esse termo/conceito.

Em 1973, o sociólogo Daniel Bell introduziu o conceito de sociedade “pós-industrial” para se referir ao esgotamento dos paradigmas de racionalização do trabalho que possui base nos princípios tayloristas/fordistas de organização do mesmo.

O conceito de “pós-indústria” para nós diz respeito aos modos de criação/produção que não fazem uso da indústria e de seus elementos essenciais – como a necessidade de espaço físico (o prédio, a fábrica), produção em grande escala, carga horária rígida, etc. – na totalidade de seus processos, como ocorre na modernidade.

Por exemplo: você vê a foto de um quadro na internet e quando na turnê de exposição desse quadro, a pós- indústria não vai produzir uma cópia de obras para cada residência. O mesmo se dá com um periódico, você pode lê-lo na internet ao invés de serem distribuídas cópias em várias bancas. O disco você ouve no soundcloud ou com um DJ colecionador de vinis produzidos de cada lançamento. Ao invés de cada cidadão comprar um vinil para jogar fora daqui três anos.

As pessoas se agrupam para compartilhar serviços para criar produtos. O limite entre esses “serviços” é a necessidade que as pessoas têm de estar com o outro; desde quando nascem e precisam de educação, ensinamentos, logo, ninguém vai buscar, numa sociedade, trabalhar em algo que traga uma situação pior do que se estivesse isolada, sozinha ou num grupo menor.

O sentimento de insatisfação pelo trabalho ocupa a maior parte da sociedade, quando o trabalho deveria ser o que a pessoa faz de melhor e que consequentemente a destaca na sociedade, fazendo com que as demais pessoas desejem aquele serviço que ela tem para oferecer, aquela pessoa que tem a oferecer.

A pós-indústria concebe as ideias como sua matéria prima. A criatividade, podemos afirmar, é a máquina desse sistema que almeja ser cultural. É como se voltássemos nosso olhar para a necessidade e a capacidade elementares do homo sapiens: criar.

Além de desenvolver um menor vínculo a um espaço físico específico e uma necessidade cada vez menor de riquezas industrializadas.

Algumas notícias divulgadas nas mídias revelam um notável crescimento do que está sendo chamado de “economia criativa”, que tem entre seus principais ramos de atuação a cultura, a publicidade e as tecnologias digitais.

Com base nisso afirmamos: não estamos reinventando a roda, mas sim embarcando em uma tendência cósmica (do grego antigoκόσμος, transl. kósmos, "ordem", "organização”,"beleza","harmonia") do ocidente, manifestando tal ordem à nossa maneira, ou seja, à maneira artêsta.

Os grupos, cada qual à sua maneira – com seus bônus e ônus – criarão e produzirão esse novo paradigma que vem sendo anunciado nos últimos, pelo menos, trinta anos.

Enfim, a maneira artêsta de organização grupal para criação e produção auto-sustentável é a Pós-Indústria.


A Cena¹ Artêsta²

A Cena Artêsta é uma cena formada por pessoas que utilizam o Conceito Ida para criar produtos. A Cena Artêsta também é formada pelas pessoas que ajudam a produzir os produtos artêstas, e também as produções de terceiros que, embora não utilizem o Conceito Ida, também podem fazer parte da Cena Artêsta através da Amostra de Artes do Movimento Ida³, na categoria de Obras Afins⁴.


¹ Uma cena é um aglomerado onde estão os produtos de um determinado grupo, e onde este grupo pratica os atos inerentes ao mesmo.


² O Artêsta é aquele que se utiliza de Ida para trazer imagens à realidade.
³ É o acervo das obras feitas - parcial ou completamente- com Ida.
⁴ Obras que não se utilizam de Ida, mas que fazem parte do Movimento Ida, por estarem vinculadas à Cena Artêsta.


Dimensão Contextual

01. A Dimensão Contextual é um método de desenvolvimento e interação entre personagens oriundos do imaginário, num espaço físico.

02. A Dimensão Contextual é um desdobramento da Linguagem Contextual e, como esta, também se utiliza de Idas.

03. Como a cada Ida a história de um personagem aumenta, a cada encontro o contexto sofrerá alterações.

04. Com o intuito de extrair algum sumo do método, um número mínimo de frequência deve ser definido.

05. No espaço físico, a pessoa poderá desenvolver o seu personagem e interagir, desde que não incomode os demais.

06. Os personagens vão compor essa dimensão trazendo imagens do imaginário para a realidade. Para isso, será necessário matéria-prima e espaço físico.


ASSOCIAÇÃO DE ARTÊSTAS


Definição de Artêsta:

Pessoa que se utiliza de Idas* para trazer imagens** para a Realidade***.


*Segundo o Conceito Ida

** Segundo Modelo do Imaginário

*** Segundo Modelo do Imaginário


Estatuto


Por que estamos associados:


- Discutir assuntos da categoria.

- Criar e/ou gerir empreendimentos criados a partir dessas discussões.

- A Associação serve também para representar a categoria.



Ficha Técnica:
Diretor-Geral - Javier Morejón

segunda-feira, 6 de abril de 2015

NAVE # 3


Este é o Periódico Nave, 
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


Inauguração da Cena Artêsta
A cena dos navegantes do imaginário 



Todos os textos abaixo referem-se ao lançamento de três organizações que serão inauguradas no dia de inauguração da Cena Artêsta, cena esta formada por artistas e pesquisadores.


Programa "Dance Escondida"

O programa "Dance Escondida" terá programação semanal e os vídeos serão postados na internet. O programa incluirá bate-papo, matérias externas, propagandas, notícias e será apresentado por Aline Magnos e dirigida por Thiago Magnos.



Rádio Chanel

A rádio Chanel é via internet e vem para noticiar assuntos de dentro e fora da Nave; um meio de promover ou ampliar as ondas que ela produz. Bebemos da fonte do Conceito Ida para a produção da Novela de Idas e Ida Sonora. Notícias da cena, entrevistas com artistas e artêstas. Reflexões acerca do imaginário, sempre iluminado pela candeia de uma referência artêsta.  

Sua lista de músicas terá como base o Conceito Ida. O Conceito Ida é o que cria um lastro - "um veículo comum"- que torna aquele produto associado a um conceito, e a um desenvolvimento sistemático desse conceito. Portanto, é um produto que tem uma referência - a ideia de imaginário e o método sobre-, mas que não é restringido por essa referência, como usualmente acontece com as técnicas nas quais nos desenvolvemos, porque no imaginário é possível encontrar formas de se expressar que podem constituir diferentes técnicas; então o imaginário não é uma técnica em si: ele é uma fonte de pesquisa a partir da qual se produzem desdobramentos.


Os álbuns já existentes de Ida Sonora irão compor as primeiras faixas da playlist da Rádio Chanel, mais as parcerias que eventualmente se formarão. Fique sintonizado na pós-modernidade com a Rádio Chanel! 



Centro Terapêutico do Imaginário

O “Centro Terapêutico do Imaginário” será inaugurado em abril e começará a atender no mês de maio. O Centro começará trabalhando com uma técnica terapêutica imagética denominada “Terapia do Imaginário”, cujo método está baseado nas obras: “Conceito Ida”, “Modelo do Imaginário”. Esta técnica propõe uma incursão nas trevas do imaginário pessoal e coletivo, e em cima dessa incursão a realização do processo terapêutico; ou seja, a partir dessa incursão busca-se localizar o foco de um trauma, por exemplo, ou qualquer elemento que pode ser tido como prejudicial à saúde ou inibidor com relação ao desenvolvimento psíquico, como é o caso de uma série de bloqueios e constrangimentos. 


MUBE - Inauguração da Praça Performance (MUBE), 16-12-2014.

Participação AMPLITERRALAB – Laboratório de Performance no Campo Expandido. Performance: “Singularidade”. Direção: Sandro Caje. Performers: Alohá Queiroz e Ricardo Aparecido. Curadoria: Artur Matuck, Naira Ciotti, Vanderlei Baeza Lucentini.

Participação da Neopardas Cia. de Artes com apresentação de Pantera e Tom Barão, com músicas do “Álbum Ida Sonora”, no evento de inauguração da praça de performance no Mube.



Morro do Querosene, 07-11-2014.


Neopardas Cia. de Artes se apresenta no Morro do Querosene, rua Maria Emília Leonel, convidados por Giovani Baffo (representando Jazz na Kombi) e D’ Olinda (representando Cine Querosene). Neste evento, a Neopardas Cia. de Artes (Thiago Magnos, Aline Magnos, Ricardo Aparecido e Javier Alberto P. Morejón) teve a participação especial de Tom Barão (Tom Rodriguez, saxofonista), e apresentamos as performances “Escavação – Jonas na Baleia” e “Construção”. 



Workshop: Conceito IDA (31-10-2014)

Primeiro workshop ministrado pela Neopardas Cia. de Artes, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima: Conceito IDA, uma nova metodologia de criação artística.



(Abaixo um fruto do workshop)

Ampulheta Humana


É preciso tempo para se ter forma
para preencher as lacunas do próprio tempo
ser suficientemente rocha
para não ser levado pelo vento


Mas corpo é massa amorfa
dissolvendo-se no próprio movimento
luta-se para não se perder
da própria forma já em detrimento


O peso de se olhar para o alto
move a cabeça e o pescoço para o assoalho
reduzindo-os em corpóreos sedimentos
em um inestático amontoado


A gravidade age sobre os detritos do corpo
despejando na ampulheta humana
o tempo que ainda se resta
para se ter forma


É preciso ser rocha e lutar contra o vento
para proteger as lacunas do corpo arenoso
ser suficientemente forte
para não ser aspirado pelo anjo da morte.


Ricardo Vidal



Jazz na Kombi no Vie La en Close, 29-06-2014.

Oraganizada pelo Coletivo Vie La en Close, a 3ª Vielada Cultural e Favela Jazz Festival ocorre no Jd. Boa Vista, R. André Dias. O evento inclui sarau, grupos musicais, vários tipos de entretenimento para crianças, e performance. Convidados pelo Jazz na Kombi, Ricardo Aparecido, Thiago Magnos e Javier Alberto P. Morejón apresentam a performance “Abrir o céu e dançar o branco” - o primeiro trabalho em conjunto dos três artêstas.





Filme “Ida”, 2013


Em 2013 é lançado no Cinusp Paulo Emílio, o média-metragem “IDA”, obra que apresenta por meio de imagens o conceito do imaginário desenvolvido por Thiago Magnos. Trata-se da primeira produção da Cia. em que arte e ciência atuam de forma interligada na construção do conhecimento.

Sinopse: Em um deserto de trevas, a luta contra tabus traz como prêmio a ampliação do mapa do imaginário. Nessa incursão, Alince, a heroína, dança e luta.

Ficha técnica.
Direção: Thiago Magnos
Produção: Aline Magnos
Trilha Sonora: Thiago Magnos
Fotografia e Edição: Tatiana Abitante
Arte: André Érnica e Aline Magnos
Figurino e Maquiagem: Tatiana Abitante e Aline Magnos
Argumento: Thiago Magnos.
Elenco: André Érnica, Márcio Carvalho, Ana Pands, Aline Magnos, Tatiana Abitante, Raquel Alves, Marina Sodré, Thiago Magnos, Ricardo Aparecido, Chica Cacheado.


Álbum: 1° Playlist de Ida Sonora, 2014
Álbum de música produzido por Thiago Magnos, com músicas de Alince (Aline Magnos), Pantera (Thiago Magnos) e Tom Barão.
O álbum é uma mistura de sons que provém do imaginário, tendo como base conceitual o “Conceito Ida”.
O álbum foi lançado no segundo semestre de 2014 e está disponível neste endereço:



Pantera – teclado.

Alince – pandeiro e vocal.

Tom Barão – saxofone alto e cornetão.



1ᵃ Playlist de Ida Sonora

1. Entrando na UltraÉden (Pantera) 0:41

2. Ida 1 (Pantera⁄Tom Barão) 5:08

3. Pouso ou Decolagem (Pantera) 0:51

4. Terremoto (Pantera) 3:24

5. Aquática (Pantera) 3:15

6. Pouso ou Decolagem (Pantera) 0:51

7. Ida 2 (Tom Barão) 2:51

8. Ida 3 (Tom Barão) 3:46

9. Samba 1 (Alince) 2:10

10. Saindo da UltraÉden (Pantera) 0:37


Acesse também o blog da Cia. Neopardas de Artes para mais informações: http://neopardasciadeartes.blogspot.com.br/


Ficha Técnica:

Diretor: Javier Alberto P. Morejón
Colaboração Textual: Ricardo Vidal
Revisão: Aline Magnos, Thiago Magnos