sexta-feira, 29 de maio de 2015

NAVE # 9

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)




CCSP: Partilha do Sensível & Neopardas Cia. de Artes

Bailarinos: Ricardo Aparecido, Cléia Plácido, Javier Morejón.
Trilha Sonora: Thiago Magnos.
Direção de Arte: Aline Magnos.                                 
Roteiro e Direção Geral: Ricardo Aparecido.
Foto: Naava Bassi
Vídeo: Kathleen Kunath







                                                       
                                                                                 
                                          NA CASA AIMBERÉ, RODA DE CAPOEIRA


FICHA TÉCNICA RÁDIO CHANEL


16º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 
7º Capítulo – 2ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Árvore Nasce Pirâmide(Pantera) - música para a Performance Pirâmide.
Terremoto(Pantera) da 1ªPlaylist de Ida Sonora.
Arte Imagem: Aline Magnos.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE.
Produção: Neopardas Cia de Artes.

17º  PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
7º Capítulo – 3ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 2 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico NAVE.
Produção: Neopardas Cia. de Artes

18º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
8º Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Tom Barão e Pantera).
Entrevista rápida e rasteira: Chico Américo (Ator)
Divulgação: Dimensão Contextual, Periódico#NAVE & Exposição DEIDADE-GENTE.
Arte Imagem: Aline Magnos
Produção: Neopardas Cia de Artes.


19º  PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
Entrevista a Poeta Tula Pilar.
8º Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pouso e Decolagem (Pantera) & Terremoto(Pantera) - Músicas da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico #‎Nave e Dimensão Contextual.
Produção: Neopardas Cia de Artes.


20º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
8º CAPÍTULO - III PARTE da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Samba 1 (Alince e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave, Exposição DEIDADE-GENTE.


Programa Dance Escondida
O programa Dance Escondida é um meio de divulgação da produção contemporânea de pessoas ligadas à universidade, às artes, à educação, enfim, pessoas que estão produzindo conhecimento de algum modo. Além disso é uma forma de registro, um retrato da nossa época, um acervo audiovisual de personalidades brasileiras e suas produções.
E por que “Dance Escondida”?

Essa é uma frase chave do filme IDA, produção basilar da Cena Artêsta, à qual pertence o programa. É um chamado ao autoconhecimento, a um olhar para si. A dança funciona como instrumento de expressão, como um manifesto do corpo. Valorizamos o corpo como manifestação da vida, da natureza em todas as suas funções orgânicas e inorgânicas – como o intelecto, os fenômenos fantásticos e metafísicos que acontecem “dentro” do corpo (ou se preferirem, em seu “perímetro de existência”).
Dançar é uma ação de valorização do corpo, de valorização do humano.

E por que “escondida”? Em uma época de super exposição da vida privada, esta tornando-se cada vez mais uma vida pública, trazemos esse convite à intimidade, do olhar para si, do ver-se. Para isso não basta olhar no espelho ou fazer selfies, é preciso mergulhar no oceano de si.
Por isso convidamos pessoas que, independentemente se é famosa ou não, estão adentrando em suas próprias profundezas e trazendo conteúdos de lá por meio de suas produções intelectuais, artísticas, pedagógicas e por aí vai. E ao final de cada programa, eu, Aline Magnos, convido @ entrevistad@ a dançar comigo, num gesto de valorização do encontro e expondo a beleza de um equilíbrio dinâmico (que sempre está em movimento) entre o estar só e o estar com o outro.


Dance Escondida # 5 Eliany Funary Lili

Ela é filha de mãe paraguaia e pai brasileiro, formada em Letras e pesquisadora da cultura afrobrasileira. Dançarina e uma das responsáveis pela manutenção do Núcleo de Artes Afrobrasileiras da USP. A doce Lili!





O medo das raízes

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

(Mia Couto, Identidade)


As raízes andam sufocadas em São Paulo. Cercadas de pedra, poeira, asfalto e cinza, não encontram no grito das cores o respiro que as flores têm. Não são levadas, arrastadas, embaraçadas, sacudidas, sustentadas, despidas, sequer tocadas, como são as folhas e os galhos ao vento; quando muito, são culpadas por não sustentarem mais o peso do tronco, quando vai ao chão a árvore. “Saudável”, dirá um pedestre, “mas de raízes fracas”.

E a raiz, o que ela procura? Terra. Não “uma” terra, não qualquer terra, mas “A” terra, apenas. No caminho que faz, a raiz não se constrange mais com a pedra, com o cinza, e brutamente abre espaço até alcançar seu objetivo, a vermelhidão marrom da terra. Feia como a brutalidade sabe ser, a raiz impõe-se à ordem e cria em si e por si um novo sentido à palavra medo: quanto mais fundo consegue ir rumo ao coração da terra, mais visível e menos vista se torna.
 Aline Magnos apresenta suas raízes na exposição “Deidade-Gente”, em cartaz na Passagem Literária da Avenida Paulista até 9/6.  As obras materializam basicamente temas arquetípicos – aquelas imagens que beiram o onírico e que pertencem ao caldo que dava liga à existência na Pangeia, quando ainda não sabia a Terra os filhos que teria. Nas obras, o Animus e a Anima, porções do inconsciente que buscam a totalidade em sua incompletude, manifestam-se pelo jogo estabelecido pelas raízes: as figuras femininas diferenciam-se das figuras masculinas pela presença de raízes em vez de tronco – o masculino busca uma solidez sem saber que o segredo está em entranhar-se, não em estabelecer-se?

A melancolia de Ceres, a deusa-mãe romana que luta para reaver o bendito fruto de seu ventre, Prosérpina, ainda que para isso tenha que condenar a existência humana ao perecimento, está marcada nas cores fortes e no traço carregado. Como sabiam os romanos, a existência tem um termo, e a finitude obriga a uma postura diante da vida: é preciso lembrar, é preciso construir uma memória que se torne permanente, ainda que pereça o corpo. Por isso elegeram Ceres como a mãe de seu povo – as raízes, elas que garantem o contato entre os tempos.
A porção deidade encontra a porção gente em Medeia, a absoluta mulher que age com o que há de mais masculino (e não estamos falando de sexismo, mas sim de arquétipos, sim? Obrigado.) para levar a cabo sua vingança, matando os filhos que teve com Jasão. Conta a mitologia – ou seria a teologia? - que Medeia foge para Atenas e leva consigo seu filho, Medo, e dele faz rei.

Como não pensar no medo que a boca escancarada em labirinto infinito demonstra na obra de Aline?  Esse medo-rei retoma seu lugar a cada pincelada (e a cada costura, uma vez que há espaço para experimentação que remete aos Parangolés de Oiticica), e é a “feiticeira das encruzilhadas,
padroeira da magia, deusa-demônia”, como Chico Buarque desenha sua Medeia em Gota d'Água, que faz do medo o rei.

Num mundo desencantado, somente a anormalidade - a queda da árvore sem aviso prévio – pode dar a conhecer a força da raiz, revirando o calçamento das sensações.

Aline Magnos

Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

NAVE # 8

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


CCSP: Partilha do Sensível e Neopardas Cia. de Artes

Seguindo o ritmo de intensa produção cultural da Neopardas Cia. de Artes, esta se apresentará no Centro Cultural São Paulo, dia 26 de maio, às 19h, reapresentando a peformance “Pirâmide”. 
Sobre a performance:
“Divida em solos, duos e trios. A performance Pirâmide é inspirada em Idas de Ridarco, cenas do filme "Ida" e cenas do espetáculo de dança "Ultraéden" da Neopardas Cia de Artes. A influência da dança contemporânea, capoeira angola e contato e improvisação embasa a pesquisa corporal calcada no Sistema Ida e Linguagem Contextual desenvolvidos pela Neopardas. Do imaginário para a realidade de corpos que são peixes, corpos que caem e se metamorfoseiam em imagens e movimentos, entram em espirais, formam pirâmides num deslocamento constante.” (Ricardo Aparecido)



Dimensão Contextual
Às sextas-feiras, a Neopardas Cia. de Artes realiza um evento chamado “Dimensão Contextual”, na Toca Parda (a sede da Neopardas).
A Dimensão Contextual materializa o Imaginário num espaço físico comum, e estabelece uma relação social entre os imaginários dos participantes e os seus personagens. Portanto, busca desenvolver uma linguagem entre esses personagens identificados, cujo relacionamento é capaz de se desdobrar de diferentes formas.
Trata-se de um experimento de ser personagem(s) resgatado(s) das profundezas do imaginário, num contexto dimensional com regras próprias. Um exercício criativo; um método terapêutico de conhecimento de si.

Todas as Sextas, a partir das 20h.
Local: Toca Parda, Av. Vital Brasil, 671, apt.22
Menu: caldo verde + suco detona
R$ 10




DANCE ESCONDIDA
Toda sexta-feira, a partir das 09:00 da manhã em nosso canal!!
Hoje com a participação especialíssima de Tula Ferreira, uma poetiza caminhante.
Ela vem de Minas Gerais, onde já desde pequena vivenciava a arte por meio da dança. Veio com os filhos para São Paulo com a cara e a coragem taurina.
Foi doméstica, catadora, passadeira. Hoje é artista. Canta, dança, compõe, declama seus poemas e é uma das figuras mais conhecidas dos saraus de São Paulo. Em sua própria definição se diz "uma andarilha cultural".
Essa é Tula Pilar, em uma entrevista emocionante!
Gostou da proposta do programa?
Compartilhe e ajude a divulgar essa plataforma de registro do trabalho de artistas como Tula.
Valeu!





FICHA TÉCNICA RÁDIO CHANEL

8º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
4º Capítulo - 3ª Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Samba 1 da 1ªPlaylist de Ida Sonora (Alince e Pantera)


Anúncios da Exposição DEIDADE-GENTE
e PERIÓDICO NAVE.
Produção: Neopardas Cia de Artes.

9º PROGRAMA da Rádio Chanel
5ºCapítulo - 1ª Parte da Novela de Idas  
Da Realidade e do Imaginário de Angela Grillo.
Narração: Angela Grillo.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 2 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Anúncios: Exposição DEIDADE GENTE e PERIÓDICO NAVE
Produção: Neopardas Cia de Artes.

10º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
5º Capítulo - 2ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Aquática da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera)
Anunciando a Exposição DEIDADE-GENTE e o PERIÓDICO NAVE 6
Produção: Neopardas Cia de Artes.

11º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
5º Capítulo - 3ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pouso e Decolagem (Pantera), Ida 3(Pantera e Tom Barão) da 1ªPlaylist de Ida Sonora.
Anúncios: Exposição DEIDADE GENTE e PERIÓDICO NAVE

12º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
6º Capítulo - 1ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Roger Luiz.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Aquática(Pantera) e Ida 2(Pantera e Tom Barão)da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Produção: Neopardas Cias de Artes.
https://soundcloud.com/17042015/12-programa-da-radio-chanel

13º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
6º Capítulo - 2ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Roger Luiz e Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Entrevistando Ricardo Britto
Ida Sonora: Aquática da 1ª Playlist de Ida Sonora
Produção: Neopardas Cia de Artes.

14º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
6º Capítulo – 3ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Roger Luiz e Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Queda(Pantera) e Samba Alince(Pantera e Aline Magnos) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Dimensão Contextual, Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
https://www.mixcloud.com/mandarricardo/14o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/

15º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
7º Capítulo – 1ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ondas (Pantera), Ida 3 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Anúncios: Dimensão Contextual, Periódico Nave, Performance Pirâmide.
Produção: Neopardas Cia de Artes.





Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón


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segunda-feira, 11 de maio de 2015

NAVE # 7


Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...




A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


Exposição Deidade-Gente, de Aline Magnos, 09 de Maio de 2015, na Passagem Literária. Mais Performance Pirâmide. BailarinosRicardo Aparecido SilvaCléia PLácidoJavier Alberto Prendes Morejón. Trilha Sonora: Thiago Magnos. Direção de ArteAline Magnos. VídeoKathleen Kunath






Thiago Magnos, Aline Magnos, Cléia Plácido, Ricardo Aparecido, após o término da performance “Pirâmide”.

Aline Magnos, Cléia Plácido, Ricardo Aparecido, Javier Morejón e alunos da Cidade Tiradentes.



E a caravana não pára!

CEDAN
CONDIDAES
DANCE ESCONDIDA!

Em nosso segundo programa, entrevistamos Flávia Pedroso. Formada em Artes Visuais pela UFRB, Flávia fala sobre sua investigação estética baseada no corpo e nas artes negras.


Ficha Técnica:

Fotografia, Edição e Direção - Aline Magnos

Trilha Sonora: Thiago Magnos

Música Final: Jorge Ben

Produção: Javier Morejón




Ficha Técnica - Rádio Chanel


4° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
- Da realidade e do Imaginário de Cléia Plácido e Ridarco.
- 3° Capítulo - 1ª Parte.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção: Neopardas Cia. de Artes

5º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
Da Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
3º Capítulo - 2ª Parte. Da Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção: Neopardas Cia. de Artes.


6º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
Novela de Idas:
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
4º Capítulo - 1ª Parte 
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 3 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Tom Barão e Pantera)
Produção: Neopardas Cia. de Artes

7º PROGRAMA DA RÁDIO
Novela de Idas:
Da realidade e do Imaginário de Ridarco
4º Capítulo - 2ª Parte 
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Pantera)
Produção: Neopardas Cia de Artes




Novela de Idas: 1º Capítulo
Da realidade e do Imaginário de Ridarco e Cléia Plácido

Vejo uma pirâmide, sua ponta é branca e expele uma aura branca. O restante de seu corpo está em trevas. Lunar está do meu lado direito olhando para trás, sentada no chão, tem as pernas dobradas para o seu lado esquerdo. A barriga amarela desagua pelas extremidades do corpo, como uma grande bacia. Solar, do meu lado esquerdo, olha para trás como  Lunar que reverbera  sons em outras partes do corpo; cabeça, tronco, ossos. Na minha frente, um prédio inclina e está caindo até que eu o seguro com minha mão direita e o recoloco no lugar que estava. Seguro com a outra mão ao mesmo tempo que surge outra ao lado indo pegar o prédio, e não o pega, desaparece, deduzo que seja a mão de “Solar”. Com firmeza, coloco este prédio no chão e o vejo crescer. É o Word Trade Center indo além das nuvens, além do azul-escuro-cinza. Caem escombros que atravessam meu corpo. Há um buraco onde estou parado vendo cair estes escombros. Tem água neste buraco. É Lunar que agora é o rio aberto pelo som, desaguando pelas pernas, braços, dedos mexendo em peixes. Empurro com mais força, o Word Trade Center que atinge o centro da terra. Tudo fica escuro, uma imagem tenta se formar, é uma luz se metamorfoseando numa imagem disforme verde, azul, amarela não consigo definir o que é. São espelhos, e eles quebram.


Passei a nadar por águas vermelhas, minha cabeça é de fogo e gira, esta cabeça de fogo embrenha pelo escuro, desdobra, revela um coelho pequeno no quarto, eu o sigo, o chão que ele está é verde. Outras cores aparecem e destoam para sumir a lembrança que tinha. Há um mistério aí! De onde eu saí? O coelho entra no meu cérebro, sou o coelho. Me sinto acuado ao ver o leão andando mansamente. A Lunar salta nas minhas costas como se fosse o leão feroz, e fica nelas. Tudo é intenso e se contamina. Boca que vomita, língua que toca o mundo e o espaço da boca. Fluxos que vem e vão e vai e esvazia, descansa, enche o corpo de orifícios e aberturas. Destas aberturas saem um monte de borboletas, um monte delas que pousam em minha pele. Tento me livrar delas, espantando com toques delicados pelo corpo. Viro um pintinho e estou dentro de um ovo. Sinto-me limitado pelo espaço apertado do ovo. Começo a bicar até quebrar a casca, vejo o meu quarto, vejo um ponto luminescente azul. É uma poça dágua. Toco nesta água com a ponta do dedo indicador e ela se alastra tomando meu braço, passando pela clavícula, chegando noutro braço, subindo pra cabeça, descendo pelo pescoço, ganhando o peito com uma tatuagem redonda e um holograma aquoso balançando a imagem que desce pela barriga, deságua pelas pernas e chega aos pés. Vejo “Solar” de braços abertos numa embarcação da Idade Média. Faço um voo em sua direção para abraçá-la, mas não consigo, não é matéria, é invisivelmente clara como posso ver e não pegar, como posso ter e não ter, como posso atravessá-la e estar no fundo do mar, olhando para a superfície e o barco lá, na superfície e eu no fundo, na superfície e eu no fundo envolto em peixes e tubarões, e no buraco do fundo do mar há um leão que me dá uma patada.


  
Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

NAVE # 6

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)



A Artêsta e a Escola de Artêstas


A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que o homem é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente. 
Para ajudar a construir essa ponte foi criada a “Escola de Artêstas”, pelo fundador e pesquisador da Neopardas Cia. de Artes, Tiago Magnos, e como diretora Aline Fátima. A base teórica dessa Escola figura na obra “Modelo do Imaginário” e “Conceito Ida”. Essas duas obras são como o húmus de todos os trabalhos desenvolvidos pela Companhia e pela Escola.
Diferentemente de uma escola ou de uma academia convencional, a Escola de Artêstas situa-se no âmbito do autoconhecimento, cuja proposta trata da investigação do imaginário. Trata-se de reconhecer a simbologia, produzir conhecimento científico, e desenvolver a capacidade de encontrar personagens ou entidades que podem ser usados para a criação artística.  Isso outorga à Escola um caráter especial, porque, ao mesmo tempo que é uma escola de pesquisa científica, também é uma escola voltada à produção artística. Assim, a Escola de Artêstas é uma junção entre arte e ciência. Seus membros, portanto, são pesquisadores e artistas amparados em ideias científicas.

Javier Morejón

  
A Arte de Aline Magnos
Comecei a pintar depois de querer ser pichadora. Contemplava aquelas letras em altos muros como um egiptólogo frente aos mais herméticos dos hieróglifos. Depois veio o hip hop e o grafite junto com o skate, e as calças largas com a cueca “samba-canção” aparecendo. Fazia cadernos, tinha pastas (costumeiras nesse meio) cheias de desenhos meus e de amigos na linguagem do grafite. Isso resume minha adolescência. Hiato. Somente na universidade voltei a travar contato com as imagens pintadas: fiz grafites, tags usei sprays, canetões, adesivos. Então, achei um dia que fazer arte era também “pintar quadros” – o que, para muitos, na pós-modernidade pode parecer arcaico. Encontrei a tinta óleo e a tela. Alegraram-me o processo e o resultado.
Agora, do ponto de vista temático, esse conjunto de obras é fruto de uma metodologia chamada “Sistema Ida”. Um procedimento que busca consciente e metodicamente no imaginário a matéria prima para diversas produções, inclusive obras de arte.

Sobre a artista:
Aline Magnos é virginiana, formada em Letras e capoeirista. Dança, canta e toca na Neopardas Cia. de Artes, da qual também é diretora de arte. É professora em uma escola municipal na Cidade Tiradentes, bairro em que viveu. Vê na pintura, como nas outras linguagens artísticas que “pratica”, a possibilidade de manifestar, por meio de imagens, os símbolos, mistérios, mitos e ritos presentes em seu imaginário pessoal.




EXPOSIÇÃO DEIDADE-GENTE
- de Aline Magnos

Integrante da Neopardas Cia. de Artes, Aline Magnos atua artisticamente em linguagens como a dança, a performance, a dramaturgia e a pintura. Começou a lidar com as tintas na adolescência quando, envolvida com o Hip Hop, vivenciou o mundo do grafite na Cidade Tiradentes, bairro em que foi criada.
Nessa exposição, a artista traz ao público sua pesquisa estética baseada na metodologia de investigação do imaginário desenvolvida por Thiago Magnos, diretor da Neopardas Cia. de Artes. As obras trazem representações de imagens resgatadas do mar primordial do imaginário. São símbolos, ícones e mitos traduzidos para a pintura em tela.
A abertura da exposição contará com a apresentação da performance “Pirâmide”, da Neopardas Cia. de Artes.



Serviço: Exposição Deidade-Gente
GRÁTIS. Abertura: 09.05.2015, a partir das 16hs. Até 09.06.2015
Local: Passagem Literária (túnel de pedestre entre a Rua Consolação e a Av. Paulista, próximo ao cinema Caixa Belas Artes).





Árvore da Existência

– vídeo-performance

Uma bolha-nave flutua no universo. Em seu interior-esfera: a árvore da existência. Seus frutos dançam e espalham suas sementes.
Direção e Concepção: Aline Magnos. Bailarinos: Ricardo Aparecido, Aline Magnos, Javier Morejón. Produção: Javier Morejón. Trilha Sonora: Primeira Playlist de Ida Sonora.


Cenas de Ridarco & Sátiros

- vídeo-performance

O Centauro é um ser mítico ancestral. É caçador nato, possui força descomunal, vive nas montanhas e nas florestas, come carne crua e tem costumes brutais.
Representa a dualidade humana: animalesca e divina. São símbolos do inconsciente.
Nesta performance, a Neopardas Cia. de Artes resgata esse símbolo primordial e o manifesta por meio da performance e da dança. Ridarco, o Centauro caçador, se divide e seu dorso se transmuta em Sátiro, outro ser mitológico conhecido por sua sexualidade aflorada e sua ligação com Dionísio.

Texto: Aline Fatima
Fotografia e Edição: Sandro Caje
Performers: Ricardo Aparecido, Javier Alberto Prendes Morejón
Direção de Arte: Aline Magnos
Trilha Sonora: Thiago Magnos
Figurino e Maquiagem: Aline Magnos


Programa Dance Escondida
Programa Dance Escondida apresentado por Aline Magnos é destinado a divulgar a produção de pessoas que estão pensando e agindo em áreas como arte, educação, crítica, na academia ou fora dela.
Neste primeiro programa a entrevista é Idália Morejón Arnaiz. A cubana se divide entre os papéis de escritora, professora universitária e crítica literária.
Dance Escondida é uma das mídias da Cena Artêsta, a cena dos navegantes do Imaginário.



Ficha Técnica
Diretor - Javier  Morejón

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