Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
CCSP: Partilha do Sensível
& Neopardas Cia. de Artes
Bailarinos: Ricardo Aparecido, Cléia Plácido, Javier Morejón.
Trilha Sonora: Thiago Magnos.
Direção de Arte: Aline Magnos.
Roteiro e Direção Geral: Ricardo Aparecido.
Foto: Naava Bassi
Vídeo: Kathleen Kunath
16º PROGRAMA DA
RÁDIO CHANEL.
7º Capítulo – 2ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Árvore Nasce Pirâmide(Pantera) - música para a Performance Pirâmide.
Terremoto(Pantera) da 1ªPlaylist de Ida Sonora.
Arte Imagem: Aline Magnos.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
7º Capítulo – 2ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Árvore Nasce Pirâmide(Pantera) - música para a Performance Pirâmide.
Terremoto(Pantera) da 1ªPlaylist de Ida Sonora.
Arte Imagem: Aline Magnos.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
17º PROGRAMA
DA RÁDIO CHANEL.
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
7º Capítulo – 3ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 2 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico NAVE.
Produção: Neopardas Cia. de Artes
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
7º Capítulo – 3ª Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco e Daniel Volatinero.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 2 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Entrevista: Raquel Nascimento Gomes & Priscila Silva (Editoras da REVISTA ESCRITA PULSANTE).
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico NAVE.
Produção: Neopardas Cia. de Artes
18º PROGRAMA DA
RÁDIO CHANEL.
8º Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Tom Barão e Pantera).
Entrevista rápida e rasteira: Chico Américo (Ator)
Divulgação: Dimensão Contextual, Periódico#NAVE & Exposição DEIDADE-GENTE.
Arte Imagem: Aline Magnos
Produção: Neopardas Cia de Artes.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Tom Barão e Pantera).
Entrevista rápida e rasteira: Chico Américo (Ator)
Divulgação: Dimensão Contextual, Periódico#NAVE & Exposição DEIDADE-GENTE.
Arte Imagem: Aline Magnos
Produção: Neopardas Cia de Artes.
19º PROGRAMA
DA RÁDIO CHANEL.
Entrevista a Poeta Tula Pilar.
8º Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pouso e Decolagem (Pantera) & Terremoto(Pantera) - Músicas da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico #Nave e Dimensão Contextual.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
Entrevista a Poeta Tula Pilar.
8º Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pouso e Decolagem (Pantera) & Terremoto(Pantera) - Músicas da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico #Nave e Dimensão Contextual.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
20º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
8º
CAPÍTULO - III PARTE da Novela de Idas.
Da
Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Samba 1
(Alince e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Grupo
de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave, Exposição DEIDADE-GENTE.
Programa Dance Escondida
O programa
Dance Escondida é um meio de divulgação da produção contemporânea de pessoas
ligadas à universidade, às artes, à educação, enfim, pessoas que estão
produzindo conhecimento de algum modo. Além disso é uma forma de registro, um
retrato da nossa época, um acervo audiovisual de personalidades brasileiras e
suas produções.
E por que
“Dance Escondida”?
Essa é uma
frase chave do filme IDA, produção basilar da Cena Artêsta, à qual pertence o
programa. É um chamado ao autoconhecimento, a um olhar para si. A dança
funciona como instrumento de expressão, como um manifesto do corpo. Valorizamos
o corpo como manifestação da vida, da natureza em todas as suas funções
orgânicas e inorgânicas – como o intelecto, os fenômenos fantásticos e
metafísicos que acontecem “dentro” do corpo (ou se preferirem, em seu
“perímetro de existência”).
Dançar é uma
ação de valorização do corpo, de valorização do humano.
E por que
“escondida”? Em uma época de super exposição da vida privada, esta tornando-se
cada vez mais uma vida pública, trazemos esse convite à intimidade, do olhar
para si, do ver-se. Para isso não basta olhar no espelho ou fazer selfies, é preciso mergulhar no oceano
de si.
Por isso
convidamos pessoas que, independentemente se é famosa ou não, estão adentrando
em suas próprias profundezas e trazendo conteúdos de lá por meio de suas
produções intelectuais, artísticas, pedagógicas e por aí vai. E ao final de
cada programa, eu, Aline Magnos, convido @ entrevistad@ a dançar comigo, num
gesto de valorização do encontro e expondo a beleza de um equilíbrio dinâmico
(que sempre está em movimento) entre o estar só e o estar com o outro.
Dance Escondida # 5 Eliany Funary Lili
Ela é filha
de mãe paraguaia e pai brasileiro, formada em Letras e pesquisadora da cultura
afrobrasileira. Dançarina e uma das responsáveis pela manutenção do Núcleo de
Artes Afrobrasileiras da USP. A doce Lili!
O medo das
raízes
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
(Mia Couto, Identidade)
As
raízes andam sufocadas em São Paulo. Cercadas de pedra, poeira, asfalto e
cinza, não encontram no grito das cores o respiro que as flores têm. Não são
levadas, arrastadas, embaraçadas, sacudidas, sustentadas, despidas, sequer
tocadas, como são as folhas e os galhos ao vento; quando muito, são culpadas
por não sustentarem mais o peso do tronco, quando vai ao chão a árvore.
“Saudável”, dirá um pedestre, “mas de raízes fracas”.
E
a raiz, o que ela procura? Terra. Não “uma” terra, não qualquer terra, mas “A”
terra, apenas. No caminho que faz, a raiz não se constrange mais com a pedra,
com o cinza, e brutamente abre espaço até alcançar seu objetivo, a vermelhidão marrom da terra. Feia como a brutalidade sabe
ser, a raiz impõe-se à ordem e cria em si e por si um novo sentido à palavra
medo: quanto mais fundo consegue ir rumo ao coração da terra, mais visível e
menos vista se torna.
Aline
Magnos apresenta suas raízes na exposição “Deidade-Gente”, em cartaz na
Passagem Literária da Avenida Paulista até 9/6. As obras materializam
basicamente temas arquetípicos – aquelas imagens que beiram o onírico e que
pertencem ao caldo que dava liga à existência na Pangeia, quando ainda não
sabia a Terra os filhos que teria. Nas obras, o Animus e a Anima, porções do
inconsciente que buscam a totalidade em sua incompletude, manifestam-se pelo
jogo estabelecido pelas raízes: as figuras femininas diferenciam-se das figuras
masculinas pela presença de raízes em vez de tronco – o masculino busca uma
solidez sem saber que o segredo está em entranhar-se, não em estabelecer-se?
A
melancolia de Ceres, a deusa-mãe romana que luta para reaver o bendito fruto de
seu ventre, Prosérpina, ainda que para isso tenha que condenar a existência
humana ao perecimento, está marcada nas cores fortes e no traço carregado. Como
sabiam os romanos, a existência tem um termo, e a finitude obriga a uma postura
diante da vida: é preciso lembrar, é preciso construir uma memória que se torne
permanente, ainda que pereça o corpo. Por isso elegeram Ceres como a mãe de seu
povo – as raízes, elas que garantem o contato entre os tempos.
A
porção deidade encontra a porção gente em Medeia, a absoluta mulher que age com
o que há de mais masculino (e não estamos falando de sexismo, mas sim de
arquétipos, sim? Obrigado.) para levar a cabo sua vingança,
matando os filhos que teve com Jasão. Conta a mitologia – ou seria a teologia?
- que Medeia foge para Atenas e leva consigo seu filho, Medo, e dele faz rei.
Como não pensar no medo que a boca escancarada em labirinto
infinito demonstra na obra de Aline?
Esse medo-rei retoma seu lugar a cada pincelada (e a cada costura, uma
vez que há espaço para experimentação que remete aos Parangolés de Oiticica), e
é a “feiticeira
das encruzilhadas,
padroeira da magia, deusa-demônia”, como Chico Buarque desenha sua Medeia em Gota d'Água, que faz do medo o rei.
padroeira da magia, deusa-demônia”, como Chico Buarque desenha sua Medeia em Gota d'Água, que faz do medo o rei.
Num mundo desencantado, somente a anormalidade - a queda da árvore
sem aviso prévio – pode dar a conhecer a força da raiz, revirando o
calçamento das sensações.
Aline Magnos
Ficha
Técnica
Diretor - Javier Morejón
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