Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
Exposição Deidade-Gente, de Aline Magnos, 09 de Maio de 2015, na Passagem
Literária. Mais Performance Pirâmide. Bailarinos: Ricardo Aparecido Silva, Cléia PLácido, Javier Alberto Prendes Morejón. Trilha Sonora: Thiago Magnos. Direção
de Arte: Aline Magnos. Vídeo: Kathleen Kunath
Thiago Magnos, Aline Magnos, Cléia Plácido, Ricardo Aparecido, após o término
da performance “Pirâmide”.
Aline Magnos, Cléia Plácido,
Ricardo Aparecido, Javier Morejón e alunos da Cidade Tiradentes.
E a caravana não pára!
CEDAN
CONDIDAES
DANCE ESCONDIDA!
Ficha Técnica:
Fotografia, Edição e Direção - Aline Magnos
Trilha Sonora: Thiago Magnos
Música Final: Jorge Ben
Produção: Javier Morejón
4° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
- Da
realidade e do Imaginário de Cléia Plácido e Ridarco.
- 3°
Capítulo - 1ª Parte.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1
da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção:
Neopardas Cia. de Artes
5º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
Da
Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
3º
Capítulo - 2ª Parte. Da Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1
da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção:
Neopardas Cia. de Artes.
6º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
Novela de Idas:
Da
Realidade e do Imaginário de Ridarco.
4º
Capítulo - 1ª Parte
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 3
da 1ª Playlist de Ida Sonora (Tom Barão e Pantera)
Produção:
Neopardas Cia. de Artes
7º PROGRAMA DA RÁDIO
Novela de Idas:
Da
realidade e do Imaginário de Ridarco
4º
Capítulo - 2ª Parte
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1
da 1ª Playlist de Ida Sonora(Pantera)
Produção:
Neopardas Cia de Artes
Novela de Idas: 1º Capítulo
Da realidade e do Imaginário de Ridarco
e Cléia Plácido
Vejo
uma pirâmide, sua ponta é branca e expele uma aura branca. O restante de seu
corpo está em trevas. Lunar está do meu lado direito olhando para trás, sentada
no chão, tem as pernas dobradas para o seu lado esquerdo. A barriga amarela
desagua pelas extremidades do corpo, como uma grande bacia. Solar, do meu lado
esquerdo, olha para trás como Lunar que
reverbera sons em outras partes do
corpo; cabeça, tronco, ossos. Na minha frente, um prédio inclina e está caindo
até que eu o seguro com minha mão direita e o recoloco no lugar que estava.
Seguro com a outra mão ao mesmo tempo que surge outra ao lado indo pegar o
prédio, e não o pega, desaparece, deduzo que seja a mão de “Solar”. Com
firmeza, coloco este prédio no chão e o vejo crescer. É o Word Trade Center
indo além das nuvens, além do azul-escuro-cinza. Caem escombros que atravessam
meu corpo. Há um buraco onde estou parado vendo cair estes escombros. Tem água
neste buraco. É Lunar que agora é o rio aberto pelo som, desaguando pelas
pernas, braços, dedos mexendo em peixes. Empurro com mais força, o Word Trade
Center que atinge o centro da terra. Tudo fica escuro, uma imagem tenta se
formar, é uma luz se metamorfoseando numa imagem disforme verde, azul, amarela
não consigo definir o que é. São espelhos, e eles quebram.
Passei
a nadar por águas vermelhas, minha cabeça é de fogo e gira, esta cabeça de fogo
embrenha pelo escuro, desdobra, revela um coelho pequeno no quarto, eu o sigo,
o chão que ele está é verde. Outras cores aparecem e destoam para sumir a
lembrança que tinha. Há um mistério aí! De onde eu saí? O coelho entra no meu
cérebro, sou o coelho. Me sinto acuado ao ver o leão andando mansamente. A
Lunar salta nas minhas costas como se fosse o leão feroz, e fica nelas. Tudo é
intenso e se contamina. Boca que vomita, língua que toca o mundo e o espaço da
boca. Fluxos que vem e vão e vai e esvazia, descansa, enche o corpo de
orifícios e aberturas. Destas aberturas saem um monte de borboletas, um monte
delas que pousam em minha pele. Tento me livrar delas, espantando com toques
delicados pelo corpo. Viro um pintinho e estou dentro de um ovo. Sinto-me
limitado pelo espaço apertado do ovo. Começo a bicar até quebrar a casca, vejo
o meu quarto, vejo um ponto luminescente azul. É uma poça dágua. Toco nesta água
com a ponta do dedo indicador e ela se alastra tomando meu braço, passando pela
clavícula, chegando noutro braço, subindo pra cabeça, descendo pelo pescoço,
ganhando o peito com uma tatuagem redonda e um holograma aquoso balançando a
imagem que desce pela barriga, deságua pelas pernas e chega aos pés. Vejo
“Solar” de braços abertos numa embarcação da Idade Média. Faço um voo em sua
direção para abraçá-la, mas não consigo, não é matéria, é invisivelmente clara
como posso ver e não pegar, como posso ter e não ter, como posso atravessá-la e
estar no fundo do mar, olhando para a superfície e o barco lá, na superfície e
eu no fundo, na superfície e eu no fundo envolto em peixes e tubarões, e no
buraco do fundo do mar há um leão que me dá uma patada.
Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón
Acesse também o blog da Neopardas Cia. de Artes e do Periódico Nave:
http://periodiconave.blogspot.com.br/






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