segunda-feira, 11 de maio de 2015

NAVE # 7


Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...




A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)


Exposição Deidade-Gente, de Aline Magnos, 09 de Maio de 2015, na Passagem Literária. Mais Performance Pirâmide. BailarinosRicardo Aparecido SilvaCléia PLácidoJavier Alberto Prendes Morejón. Trilha Sonora: Thiago Magnos. Direção de ArteAline Magnos. VídeoKathleen Kunath






Thiago Magnos, Aline Magnos, Cléia Plácido, Ricardo Aparecido, após o término da performance “Pirâmide”.

Aline Magnos, Cléia Plácido, Ricardo Aparecido, Javier Morejón e alunos da Cidade Tiradentes.



E a caravana não pára!

CEDAN
CONDIDAES
DANCE ESCONDIDA!

Em nosso segundo programa, entrevistamos Flávia Pedroso. Formada em Artes Visuais pela UFRB, Flávia fala sobre sua investigação estética baseada no corpo e nas artes negras.


Ficha Técnica:

Fotografia, Edição e Direção - Aline Magnos

Trilha Sonora: Thiago Magnos

Música Final: Jorge Ben

Produção: Javier Morejón




Ficha Técnica - Rádio Chanel


4° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
- Da realidade e do Imaginário de Cléia Plácido e Ridarco.
- 3° Capítulo - 1ª Parte.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção: Neopardas Cia. de Artes

5º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
Novela de Idas:
Da Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
3º Capítulo - 2ª Parte. Da Realidade e do Imaginário de Cléia PLácido e Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Pantera e Tom Barão)
Produção: Neopardas Cia. de Artes.


6º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL.
Novela de Idas:
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
4º Capítulo - 1ª Parte 
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 3 da 1ª Playlist de Ida Sonora (Tom Barão e Pantera)
Produção: Neopardas Cia. de Artes

7º PROGRAMA DA RÁDIO
Novela de Idas:
Da realidade e do Imaginário de Ridarco
4º Capítulo - 2ª Parte 
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Pantera)
Produção: Neopardas Cia de Artes




Novela de Idas: 1º Capítulo
Da realidade e do Imaginário de Ridarco e Cléia Plácido

Vejo uma pirâmide, sua ponta é branca e expele uma aura branca. O restante de seu corpo está em trevas. Lunar está do meu lado direito olhando para trás, sentada no chão, tem as pernas dobradas para o seu lado esquerdo. A barriga amarela desagua pelas extremidades do corpo, como uma grande bacia. Solar, do meu lado esquerdo, olha para trás como  Lunar que reverbera  sons em outras partes do corpo; cabeça, tronco, ossos. Na minha frente, um prédio inclina e está caindo até que eu o seguro com minha mão direita e o recoloco no lugar que estava. Seguro com a outra mão ao mesmo tempo que surge outra ao lado indo pegar o prédio, e não o pega, desaparece, deduzo que seja a mão de “Solar”. Com firmeza, coloco este prédio no chão e o vejo crescer. É o Word Trade Center indo além das nuvens, além do azul-escuro-cinza. Caem escombros que atravessam meu corpo. Há um buraco onde estou parado vendo cair estes escombros. Tem água neste buraco. É Lunar que agora é o rio aberto pelo som, desaguando pelas pernas, braços, dedos mexendo em peixes. Empurro com mais força, o Word Trade Center que atinge o centro da terra. Tudo fica escuro, uma imagem tenta se formar, é uma luz se metamorfoseando numa imagem disforme verde, azul, amarela não consigo definir o que é. São espelhos, e eles quebram.


Passei a nadar por águas vermelhas, minha cabeça é de fogo e gira, esta cabeça de fogo embrenha pelo escuro, desdobra, revela um coelho pequeno no quarto, eu o sigo, o chão que ele está é verde. Outras cores aparecem e destoam para sumir a lembrança que tinha. Há um mistério aí! De onde eu saí? O coelho entra no meu cérebro, sou o coelho. Me sinto acuado ao ver o leão andando mansamente. A Lunar salta nas minhas costas como se fosse o leão feroz, e fica nelas. Tudo é intenso e se contamina. Boca que vomita, língua que toca o mundo e o espaço da boca. Fluxos que vem e vão e vai e esvazia, descansa, enche o corpo de orifícios e aberturas. Destas aberturas saem um monte de borboletas, um monte delas que pousam em minha pele. Tento me livrar delas, espantando com toques delicados pelo corpo. Viro um pintinho e estou dentro de um ovo. Sinto-me limitado pelo espaço apertado do ovo. Começo a bicar até quebrar a casca, vejo o meu quarto, vejo um ponto luminescente azul. É uma poça dágua. Toco nesta água com a ponta do dedo indicador e ela se alastra tomando meu braço, passando pela clavícula, chegando noutro braço, subindo pra cabeça, descendo pelo pescoço, ganhando o peito com uma tatuagem redonda e um holograma aquoso balançando a imagem que desce pela barriga, deságua pelas pernas e chega aos pés. Vejo “Solar” de braços abertos numa embarcação da Idade Média. Faço um voo em sua direção para abraçá-la, mas não consigo, não é matéria, é invisivelmente clara como posso ver e não pegar, como posso ter e não ter, como posso atravessá-la e estar no fundo do mar, olhando para a superfície e o barco lá, na superfície e eu no fundo, na superfície e eu no fundo envolto em peixes e tubarões, e no buraco do fundo do mar há um leão que me dá uma patada.


  
Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón

Acesse também o blog da Neopardas Cia. de Artes e do Periódico Nave:
http://periodiconave.blogspot.com.br/

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