quinta-feira, 17 de setembro de 2015

NAVE # 25

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)



A Grande Ida, Segunda Parte
1ª Flict - Festa Literária de Cidade Tiradentes

Neste sábado, dia 12 de setembro de 2015, foi realizado mais uma GRANDE IDA para mostrar as produções das 3 IDAS.
A Cia. Cubobrasileira com a Ida Literária; a Neopardas com a Ida Imagética e a Id’Artê com a Ida do Corpo.
O evento contou também com a recém-formada Cia. Musik d’Artê tocando a Ida Sonora com Tom Barão e banda.
E o Núcleo de Artes Afrobrasileiras da USP com as performances realizadas pelas artistas Lili Carabina e Mari Rocha.
E vem aí a 3ª MOSTRA DE ARTES DO MOVIMENTO IDA
Fotos (abaixo): Eliane Veiga

  


















MANIFESTO GRUTURAL
Em algum lugar da imensidão do manto negro celeste entre tantas e incontáveis esferas luminosas e caóticas havia uma erigida sobre pedras fogo sede instinto e suor habitada por Seres Misteriosos cujos gritos se transmutaram em versos e depois em raciocínios lógicos e códigos litúrgicos: a Magia em Filosofia em Religião em Ciência: filhas da mesma Grande Mãe: deidades que reinavam em todos os apoteóticos corações E por alguma falha ou esquecimento em cada qual deixaram seu trono e se abrigaram em prisões catedráticas Outrora viviam em matas edênicas e extraiam o néctar das cópulas das carnes e das frutas As águas dos lagos e riachos banhavam com deleite cada um dos seus poros As solas dos pés eram raízes em permanente comunhão com a terra Os ventos adentravam com alento trazendo do Sul do Norte do Leste e do Oeste a Arte sagrada do Cosmos: uma infinitesimal parte desta riqueza para ele voltou e outra pequena rupestre e oculta ainda permanece em antigas paredes místicas: o Canto Sagrado primordial morada onde o fogo era a única Luz no entorno do qual os corpos se entrelaçavam em constante Celebração: Após milênios o véu se esvaeceu e o Canto pode ser encontrado A poesia se tornou Fogo: Chamas que emancipam qualquer alma que delas se aproximam Canto antigo recôndito e enigmático ao qual algumas vozes redesignaram com uma simples alcunha: GRUTA.


Rádio Chanel

81° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – I Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco e Pulsante do Álbum “Pulsante” de Tom Barão.
Produção: Cia ID´Artê.

82° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – II Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum “Pulsante” de Tom Barão e Ida 2 de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.

83° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – III Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora de Tom Barão e Pantera
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê.

84° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
19° Capítulo – IV Parte da Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
Participação do Audio: Airam
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Chamado dos Barões do Álbum “Pulsante” de Tom Barão “Sangue do Mamute” de Tom Barão e Pantera da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: 80 anos de Plínio Marcos no O Autor na Praça, Deriva Aberta do Teatro Dodecafônico e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê


 6º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco
I Parte
O pingente está na ponta da pirâmide irradia uma luz púrpura como se chama-se para dentro dele.  Inerte meu corpo se entrega e voa até seu encontro, a medida que me aproximo a luz se torna azul escarlate. Linhas saem das retas inclinadas e caem caem no escuro. A jóia do pingente sai de seu protetor de metal, cresce infinitamente e me envolve dentro de si, meu corpo se contrai e numa explosão de luz eu estouro. Por um momento um vácuo de ar navega como uma bolha dentro dágua no profundo oceano. Do meu lado esquerdo surge uma pirâmide roxa e do direito uma pirâmide  verde, todo meu ser hesita em escolher e como se não bastasse surge na minha frente uma esfinge com cabeça de mulher usando as antigas túnicas faraônicas, ela tem apenas um olho que também me chama para dentro de si mas eu hesito pois o temor e o receio estão comigo e atônito eu apenas me atenho a olhar.  Mas a luz vermelha do pingente volta a me envolver e me puxa para trás onde existe apenas um sesto vazio e árido com vegetação mirrada. Meu corpo porém se arrasta para frente com medo e se choca contra a luz do pingente. Mais uma vez meu corpo se encolhe e estoura a luz do pingente fazem cacos estilhaçarem voarem. Sou arrastado por uma força extrema que me puxa ao olho da esfinge, sem saída decido me entregar e sou levado diretamente ao olho da esfinge. Ao adentrar esse aposento eu me torno um olho que tudo vê, como se enxergasse a alma de todo ser vivo e tudo que fosse abstrato. Nesse instante vejo as duas pirâmides roxa e verde e dentro delas toda a contrabalança que sempre vi em minha vida, o melhor e o pior se mesclando, amor e temor e por trás de tudo isso vejo o deserto vazio. 
São pensamentos vazios, perdição, ausência de tudo. Incapaz de permanecer dentro do olho, sou tragado de volta para fora dele. Solar passa no seu pégasus preto, meu coração anseia ferozmente adentrar na pirâmide roxa mas ela desmorona e afunda no chão.



  

Cia Cubo-Brasileira D’Artê
Neopardas Cia. D’Artê:
Periódico Nave:


Página no facebook:

Dance Escondida

                                                                                        






Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NAVE # 24

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)




A
 Grande Ida é uma caravana de artistas que viaja pelo imaginário coletando matéria prima para suas obras.
Em 12 de setembro estaremos na Cidade Tiradentes: mata atlântica repleta de resquícios de índios e negros pulsando na batida do funk.
Ostentaremos nossas imagens pelo corpo, pela palavra e pelo olhar.







Ida Literária
A Ida[1] Literária é um processo de investigação do imaginário usado para a criação literária. O processo consiste em duas fases, com duração total de 1h. Na 1ª fase realiza-se uma Ida de 10 minutos, após a qual, imediatamente (2ª fase), realiza-se a Dimensão Contextual[2]. Após o término da Ida Literária, ou durante a própria Ida Literária, os participantes podem produzir embasados dessa experiência, e enviar o material produzido em até 4 dias para a pessoa responsável. O material reunido será publicado posteriormente, através da Editora Navê[3], e também será veiculado nas mídias da Pós-Indústria de Cinema[4].

As 3 Idas
A Ida Literária é um projeto da Cena Artêsta, que acontece junto a outras duas formas de Idas: a Ida do Corpo e a Ida Imagética. A Ida Literária foi desenvolvida pela Cia. Cubo-Brasileira D’Artê, a Ida do Corpo pela Cia. ID’Artê, e a Ida Imagética pela Neopardas Cia. D’Artê. Juntas estas três Cias. realizam o projeto “As 3 Idas[5]”.
Cada uma das Cias. produz arte e conhecimento utilizando-se do método da Ida, mais o método da Dimensão Contextual. Isto é, produz arte e conhecimento a partir da incursão da consciência no imaginário, e na interação social entre os personagens identificados no imaginário pessoal de cada participante, num mesmo espaço físico, segundo determinadas regras existenciais pré-definidas.


Demais aspectos da Ida Literária
1.      O público da Ida Literária é formado por artistas, preponderantemente, pois a própria atividade é voltada para a criação artística, mas qualquer pessoa, artista ou não, pode participar da experiência, sem restrições de idade.
2.      A Ida Literária extrai das imagens interiores, visualizadas durante a Ida, os insumos criativos para a produção individual. Na Ida Literária, as imagens, portanto, são o arcabouço das palavras, são o seu trampolim existencial.
3.      A Ida Literária não é apenas produção literária, mas principalmente um processo de desconstrangimento e autoconhecimento da personalidade.

 [1] Segundo o Conceito Ida: “é o deslocamento da consciência no imaginário, feito a partir de uma Origem e com um Término”.
[2] Segundo o texto “Dimensão Contextual”: “A Dimensão Contextual é um método de desenvolvimento e interação entre personagens oriundos do imaginário, num espaço físico”.
[3] Editora da Cena Artêsta, pertencente à Pós-indústria de Cinema
[4]  Ver o texto: “Pós-indústria de Cinema”. Exemplos de mídias: Periódico Nave, Rádio ChanelNeopardas Cia. D’Artê, Cia. Cubo-Brasileira D’Artê.
[5] Ver o texto: “As 3 Idas”.



Rádio Chanel

79° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - V Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Monocórdio do Álbum "Pulsante" de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.


80° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Tsunami do Álbum "Pulsante" de Tom Barão
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê e Grande Ida
Produção: Cia ID´Artê



5º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco


III Parte

Vejo uma casa marrom ou um pedaço de terra desmatado para se construir algo. Ao chegar lá, um breu total.  Um círculo de fogo acende, estou no meio. Lunar e Solar cavalgam em seus equinos pretos, dentro do círculo e ao meu redor. O fogo ganha altura como se fosse a boca de um fogão. O fogo perde altura, não se vê mais nada. Quando clareia, estou dentro de uma pirâmide que pula na praia de parati. A mata balança seus galhos como sempre. A pirâmide inclina e mergulha para o fundo do mar. Angela se aproxima da pirâmide, bate nela como se batesse numa porta. Uma sereia a pega pelos braços e a leva para a superfície do mar. Ela corre na água e encontra um buraco alguns metros a frente, entra na tubulação de ar dentro dágua, e atinge a pirâmide com seus dois pés, jogado-a de volta para a superfície.

A Pirâmide suga toda a água do mar. Angela anda no deserto que antes era mar. Vejo de muito longe, Solar voando com seu pégasus, pulando do lado de Angela como se fosse o trampolim para voar mais alto. O mesmo faz Lunar. Solar e Lunar voam circularmente num determinado ponto do oceano sem água. Este voo começa formar um furação e de dentro desse furação sai uma casa. Vejo dentro da casa uma estátua de madeira antiga colada na parede de algum museu ao lado de outra. Minha atenção é maior para a primeira. O túmulo de tutancamon está do meu lado direito. Seu ouro reluz. Está do lado de uma escada numa casa e atrás do túmulo há uma cozinha. Tateando a textura da estátua, tento retirá-la da parede sem danificar a obra. Há vários desenhos nesta estátua, visualizo apenas uma mulher dando de mamar a uma criança. Uma escada disforme aparece, lá em cima é escuro. Retiro a estátua e a seguro entre as duas mãos, deve ter uns 30 centímetros, solto-a flutuando do meu lado direito. Na minha frente está o pingente vermelho. Ele voa e se instala por dentro, no topo da pirâmide.


Ateliê 3Marias


O Ateliê 3MariaS está com a coleção primaveril saindo!
Modelos de top com ombros à mostras trazendo estampas coloridas e alegres. Feminilidade em formas geométricas.
Feito sob medida, respeitando suas curvas, contornos e linhas.
Pedidos in box
Modelo: Ângela Grillo
Foto: Aline Magnos














Cia Cubo-Brasileira D’Artê
Neopardas Cia. D’Artê:
Periódico Nave:


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Dance Escondida

                                                                                        






Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

NAVE # 23

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)




O presente documento, publicado a seguir, é de autoria de Javier Morejón, Denis Faria, Tom Barão e Rodrigo Olivo Scandaroli (Da Roça). 
                                  Navê[1] Literária
A Navê Literária (a primeira Navê) é um sistema aprimorado de Ida[2]. A versão original da Ida consiste numa incursão da consciência no imaginário, com uma origem e um término, sendo dividida sua estrutura em: (1) a Referência, (2) o Registro, (3) a Incursão[3]. Na Navê Literária é acrescentada uma quarta função: a Incursão Parcial. A Incursão Parcial consiste numa pessoa que realiza a incursão durante tempo indeterminado e, quando da pausa da referência, a mesma se dirige à pessoa responsável pelo Registro e narra-lhe aquilo que ela visualizou imageticamente durante a incursão. Após o término de sua descrição, ou mesmo antes - segundo a regra pré-definida-, aquele que realiza a Incursão Parcial, quando da retomada da referência, volta novamente à incursão. Isto porque na Navê Literária a Referência não é constante: nos momentos em que ela ocorre, tanto aquele que faz a Incursão Completa quanto aquele que faz a Incursão Parcial estão ao mesmo na Incursão. Somente quando a Referência é interrompida é que aquele que faz a Incursão Parcial interrompe a sua incursão e narra àquele que faz o Registro o conteúdo de suas impressões imagéticas, enquanto a pessoa que faz Incursão Completa não interrompe a sua incursão, mas permanece nela da origem ao término.


Aspectos Sintéticos da Navê Literária

1.      Para que aja a Navê Literária são necessárias quatro pessoas. Uma para fazer a Referência, uma para fazer o Registro, uma para fazer a Incursão Completa, outra para fazer a Incursão Parcial.
2.      A Ida da Navê Literária é de longa durabilidade, com mínimo de 10 minutos de duração.
3.      A escolha da referência é importante, posto que a referência é o que determina o tipo de imagens que serão evocadas. Cada referência, portanto, deve ser criada segundo um tipo de necessidade existencial. Ou seja: a referência é o produto de uma escolha reflexiva.  
4.      A pessoa que faz a Referência não pode se demorar em voltar à referência, pois isso comprometeria a própria pessoa que faz a Incursão Completa. Por exemplo, se a pessoa que faz a Incursão Parcial demorar mais do que 1 ou 2 minutos para expor ao Registro suas imagens, a Referência deve retomar imediatamente o som que estava produzindo. Para tanto, 1 ou 2 minutos deve ser o limite da interrupção da referência e o prazo máximo para a Incursão Parcial passar a sua mensagem imagética ao Registro. No caso da mensagem ser dita rapidamente, em questão de poucos segundos, a Referência deve voltar à tona tão logo a Incursão Parcial tenha terminado sua transmissão, do modo mais sincronizado possível.
5.      O som produzido pela Referência deve ser constante, para que seja mais eficiente a amplificação das ondas do imaginário que estão sendo pescadas pela consciência.
6.      A Referência precisa produzir som, ondas sonoras, mas a maneira como o som é produzido e a característica que passa a ter é de livre criação. Vale dizer, de maneira nãoacadêmica e nãotradicional.
7.      Aquele que faz o Registro deve ficar como responsável pela observação do tempo estipulado de no mínimo 10 minutos de Ida. Quando o tempo de 10 minutos acabar, o Registro deve informar à Referência, e esta deve cessar sua função, dando término à Ida da Navê Literária.
8.      O Registro deve ocupar-se prioritariamente de registrar a Incursão Completa e a Incursão Parcial, procurando dar foco à totalidade do corpo.  
9.      A pessoa que faz a Incursão Parcial deve se concentrar para tentar encontrar imageticamente a pessoa que está fazendo a Incursão Completa. A 4ª função prevista na Navê Literária, assim, é um tipo de “tradutor imagético”, pois tenta captar e descrever as imagens daquele que executa a Incursão Completa.

Obs1: A Ida é de longa durabilidade para que dê tempo de que as impressões sejam mais intensas e profundas; e quanto mais longa for a Ida, maior a probabilidade de que o incursor manifeste um estado de hipnose ou transe. 
Obs2: A Navê Literária é uma técnica contemporânea de investigação/materialização do imaginário. Aqueles que a executam devem estar cientes de seus riscos psicofísicos, de suas normas estruturais e de suas proposições existenciais.


[1] De acordo com “As 3 Idas”, de autoria de Thiago Magnos, Aline Magnos e Javier Morejón.
[2] De acordo com Conceito Ida.
[3] De acordo com o Conceito Ida e o Modelo do Imaginário. 





Dia 12 de setembro a Neopardas Cia. D'Artê, a Cia. Cubo-Brasileira D'Artê e a Cia IDArtê estarão reunidos na GRANDE IDA na Festa Literária da Cidade Tiradentes.
Sábado, 19 hs!
Apresentaremos as obras que estão nascendo das 3IDAS:
- Ida do Corpo
- Ida Imagética
- Ida Literária com Sarau da Gruta.
E Em novembro:
III MOSTRA DE ARTES DO MOVIMENTO IDA!
A Caravana não pára!






Ateliê 3Marias
Amig@s,
É com grande satisfação que compartilho convosco o editorial outono inverno do Ateliê 3MariaS.
Essa coleção é chamada "Primeira Extração Artêsta" e é fruto de escavações em meu imaginário.
Ela reflete minha relação com as entidades e elementos da natureza, e com a urbanidade afroameríndiaciganoportuguesa que corre em minhas veias. Todas as fotos foram feiras no Parque Vila do Rodeio, na Cidade Tiradentes, meu berço, minha história.
Todas as peças deste editorial foram confeccionadas por mim no Ateliê 3MariaS e estão à venda. Pedidos in box.
Meus agradecimentos especiais aos belíssimos modelos Débora Santos, François Augusto Dos Reis, Jeny Dias (Ewaci), além da ajuda e apoio da Vanessa (Oyaci, mãe da Jeny).

Ficha Técnica:
Modelos
: Débora Santos, Jeny Dias, François Augusto Dos Reis
Produção: Aline Magnos.
Fotografia: Aline Magnos.
Maquiagem e figurino: Aline Magnos.














Rádio Chanel


75° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: da 1ª Playlist de Ida Sonora - Ida 2 - Tom Barão e Pantera, Samba de Alince - Alince e Pantera.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e 3Idas
Produção: Cia ID´Artê.

76° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - II Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Pulsante do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave e Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Cia ID´Artê

77° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera
Ida Sonora: Ridarco do Álbum Pulsante de Tom Barão.
Divulgação: Periódico#Nave, Ateliê 3Marias, Ida do Corpo.
Produção: Cia ID´Artê.

78° PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL
18° Capítulo - IV Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Dimensão do Contrabaixo do Álbum "Pulsante" de Tom Barão e Samba de Alince da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Periódico#Nave e Ateliê 3Marias.
Produção: Cia ID´Artê.




5º Capítulo de Novela de Idas
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco

II Parte
Estou no chão, uma montanha se materializa do lado direito. A cabeça e a lança do Centauro estão no chão. Tem gelo em algumas partes da montanha e do chão. Encosto a mão na montanha e sinto calor. Há um vulcão nesta montanha que cospe fogo para o céu. A montanha é de borracha. Cada vez que emburro a montanha de borracha com a palma da mão, chamusca um tiro de fogo que se acumula no céu. Empurro muitas vezes e o fogo ganha espaço no grande azul. No seu pégasus, Solar vai ao encontro da montanha e sobe até a boca do vulcão, saltando na linha do fogo. Se queima, mas não sente se queimar. Ganha energia. Ela vai novamente, e agora, ao entrar em contato com a larva do vulcão se torna gelo e brilha. Milarepa surge e sopra um vento gelado no fogo acumulado no céu. A lua abre a boca. O Diabo com seu cachimbo está na minha frente  ao lado do índio. Os dois baforam ao mesmo tempo, uma fumaça azul e roxa que me envolvem.
O céu tem uma parte de fogo e outra de gelo. O gelo se parte e cai um grande pedaço que seguro com a mão direita. O gelo vira uma escada. Num primeiro momento, seus estrados são balas de fuzil. A escada é um caminho na montanha de atmosfera tenebrosa. Escuridão, gárgulas subindo e escorregando nas paredes da montanha. Um monge tibetano está na minha frente e eu o sigo. Não o vejo mais, vejo a cidade dividida em campos de plantação. Ao longe um desenho metade verde escuro, metade verde claro. E entre o verde escuro e verde claro há um lugar, parece uma casa marrom ou um pedaço de terra desmatado para se construir algo.



Neopardas Cia. D’Artê:
Periódico Nave:


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Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón