Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
Rádio
Chanel
26º PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL.
9º Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Samba 1 Alince (Alince e Pantera) e Aquática - 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Festa JUNINA na Rua Carlolta Marchísio-Vila Joaniza, Periódico#Nave 10 e Exposição DEIDADE-GENTE.
9º Capítulo - III Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Samba 1 Alince (Alince e Pantera) e Aquática - 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Festa JUNINA na Rua Carlolta Marchísio-Vila Joaniza, Periódico#Nave 10 e Exposição DEIDADE-GENTE.
27º PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL.
9º Capítulo - IV Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Terremoto(Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Festa Junina na Vila Joaniza, Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave 10 e Ateliê 3Marias.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
9º Capítulo - IV Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Terremoto(Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Festa Junina na Vila Joaniza, Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave 10 e Ateliê 3Marias.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
28º PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
9º CAPÍTULO - V PARTE da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: 2 músicas da trilha sonora do Vídeo Dança "Cenas de Ridarco e Sátiros"(Pantera) e Ida 3 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Ateliê 3Marias, Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico#Nave.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
9º CAPÍTULO - V PARTE da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: 2 músicas da trilha sonora do Vídeo Dança "Cenas de Ridarco e Sátiros"(Pantera) e Ida 3 (Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora.
Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Ateliê 3Marias, Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico#Nave.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
29º PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL
9º Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Aquática - 1ª Playlist de Ida Sonora(Pantera).
Divulgação: Festa Junina na Vila Joaniza, Ateliê 3Marias e Periódico#Nave.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
9º Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Ida Sonora: Aquática - 1ª Playlist de Ida Sonora(Pantera).
Divulgação: Festa Junina na Vila Joaniza, Ateliê 3Marias e Periódico#Nave.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
30º PROGRAMA DA RÁDIO
CHANEL.
Entrevisto o Poeta Claudio Laureatti.
10º Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave, Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
Entrevisto o Poeta Claudio Laureatti.
10º Capítulo - I Parte da Novela de Idas.
Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.
Trilha Sonora: Pantera.
Divulgação: Ateliê 3Marias, Periódico#Nave, Grupo de Capoeira Angola Omoayê.
Produção: Neopardas Cia de Artes.
3º CAPÍTULO DA NOVELA DE IDAS
Da realidade
e do Imaginário de Ridarco e Cléia Plácido
Eu e Solar
passeamos em nuvens brancas, que se tornam cinzas e do cinza, cinza-escuro. Um
relâmpago abre um abismo. Vemos Lunar andar lá embaixo olhando para sua vó
correndo nua pelo campo. De uma janela, ela vê a casa que não tem teto e a
nuvem que passeia sob sua cabeça é a que estamos. Vemos nos olhos de Lunar, sua
vó dar a mão para uma menina pulando entre as pedras de um quintal, pedras que
flutuam pelo sol, pelo céu, pedras incandescentes de um coração afetuoso.
Eu e Solar caimos dentro desse abismo escuro, já não sei mais quem sou,
silêncio, cheiro de hortelã. Não vejo mais Solar. Dentro de mim está frio e é
quente. Sou um tubo de fluxos e marés em uma espiral amplificando futuro e passado,
essa espiral nos traz, eu e Solar de volta para as nuvens que estávamos.
Nos olhos de Lunar a janela se abre e aparece André tecendo. Lunar está sem
mapa e sem fio. Dessa nuvem que eu e Solar estamos, cai água como se fosse
uma cachoeira e do tear do André nos olhos de Lunar, surgem fios que me
enovelam, viro uma arquitetura de novelos olhando para o abismo. Eu e Solar
vemos a caveira envolvida numa camada de gelo andando no cemitério. Mergulho na
cachoeira, meus limites se perdem, minha cabeça esquenta e explode em
fogo, fios queimam. Chego no cemitério e vejo duas caveiras. Pego nas
mãos das duas e salto para a nuvem que Solar aguarda. Solar pega na mão de uma
caveira e salta no mar enquanto salto de mãos dadas com a outra caveira, no
fogo. Lunar sai correndo e sua vó vem abraçá-la desaparecendo antes que se
toquem. Eu e a caveira estamos no centro da terra. Ela me joga de volta
para o cemitério forrado de folhas secas. Vejo uma janela e o céu, faço um voo
até a janela, passando dentro dela e por entre telhados até chegar numa
montanha e de cima da montanha; vejo o mar. Estou novamente no cemitério e as
folhas secas que piso, chiam folhas secas pisadas. Nasce uma planta de
três folhas. Vejo um bar, neste bar há um homem que trabalha solitariamente.
Ouço um caminhão passar, estou em sua carroceria. Ele vai em direção ao sol. O
sol emite um raio no caminhão e o caminhão vira um barco. Estou só entre
chuvas, trovoadas e maremoto. Vejo um grande barco de pirata, um barco velho e
surrado de pilhagens, costeiras, distâncias. Entre as trevas do meu lado
direito está a República Cosária Moura de Salé: ranters e diggers. Entre as
trevas do meu lado esquerdo está a Libertátia e o Capitão Mission discursa. O
pirata está na popa do barco da grande embarcação, e aponta a espada em minha
direção.
Sou capturado, o
convés está cheio de piratas, o capitão me prende na haste que iças as velas,
me coloca uma corda no pescoço, aponta a espada para a minha testa, meu peito,
passa a ponta dela nas minhas costelas. Surge Lunar e Solar para me salvar.
Elas saltam nas águas do mar que causando um maremoto, o barco balança e o mar
o engole. Todos os piratas caem no mar, estou boiando. Estou sendo
conduzido por um tubarão, estou de volta no caminhão indo em direção ao sol. Num
instante a lua entra na frente do sol. Estou vendo o Eclipse do alto de algum
prédio, numa grande metrópole, numa mesa escrevendo um tratado para um país.
Parte de mim vê o Eclipse, a outra parte vê o mar depois das montanhas. Uma
parte não sabe da outra, tão pouco se procuram. Algo pulsa entre elas, é o
estômago e o coração que flutuam entre. Lembro de quando estava deitado na
grama olhando para o céu ao lado da Lunar. Lá embaixo acontece uma grande
enchente, tem muita gente, uma grande cobra verde abraça o edifício inteiro. A
grande enchente inunda um lugar fechado por prédios, as avenidas ao redor estão
alagadas e todas estão em correnteza. Salta um reptil de dentro das águas e
volta para as profundezas, salta novamente e uma boca grande que me engole.
Intestinos se contorcem e se expandem e uma bola de fogo surge em meu ventre.
Tudo escuro, vejo uma montanha reluzindo fraca. Tem muita gente.
Uma dessas pessoas tem um chapéu de palha bem trabalhado com uma tira preta que o envolve. O chapéu cai no chão, e de dentro dele nasce uma planta com três folhas. Lunar come uma folha, Solar come outra. Lunar desaparece e reaparece totalmente luz amarela. Solar come outra folha, desaparece e retorna luz branca. Eu como uma das folhas que me faz girar e girar até me transformar num furação e começar a crescer, crescer, crescer até ficar maior que os prédios da grande metrópole. Percebo as sombras das nuvens no chão em Campinas. Solar e Lunar estão gigantes em suas cores respectivas. Mexo nas nuvens. Solar e Lunar voam para o espaço. Lunar vai para marte, Solar para os anéis de Saturno; dança explorando todo o círculo. Lunar anda por marte num cavalo. Solar diz que Júpiter é sua morada e voa até lá. Salto para marte, e ao lado de Lunar, desbravo o planeta num cavalo preto. Chão vermelho e pedras cinzas, céu amarelo-alaranjado, um deserto ser desvendado. Saltando de Júpiter em cima de seu Pégasus preto, Solar entusiasmada desbrava com a gente. Surgem drones, águias, tigres voando. Saltamos os 3 num deserto do planeta terra e paramos. Não podemos avançar, uma mão me segura, pois há um leão que me encara e grunhe. Há um tigre e uma hiena. De algum lugar entre estes animais, voa uma mosca na minha direção, ela fica na minha frente. Toco nela e ela fica gigante.
Ateliê 3MariaS
Peças elaboradas
a partir de referências estéticas do estudo de formas, cores e símbolos. Com
formas geométricas básicas retomamos a matéria primordial da arte, o duo linhas
e cores.
Uma perspectiva
de valorização do conteúdo particular de cada indivíduo por meio de um
vestuário não somente funcional, mas repleto de conteúdo simbólico e artístico.
Desing inspirado
na mitologia de personagens identificadas e manifestadas pelas Artêstas com o
uso do Sistema Ida, uma metodologia
de investigação do imaginário.
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Ficha Técnica
Diretor - Javier Morejón



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