Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam
bem-vindos ao imaginário...
“A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas
ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo
eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu
imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio
essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da
artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é
um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)
Link da página da Neopardas Cia. de Artes, no Facebook:https://www.facebook.com/neopardasciadeartes?ref=hl
Grupo
de Capoeira Angola Omoayê
Blog do Grupo Capoeira Angola Omoayê: http://capoeiraangolaomoaye.blogspot.com.br/
Dance
Escondida # 6
Doutoranda da FFLCH e pesquisadora
do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), onde pesquisa a obra de Mário de
Andrade.
Dança, conta
histórias, escreve poemas e pesquisa a cultura afrobrasileira.
Link
da página no facebook do programa Dance Escondida:
Rádio Chanel
21º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º
Capítulo - IIII Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de
Ridarco. Trilha Sonora: PanteraIda Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida
Sonora(Tom Barão e Pantera) Divulgação: Performance Pirâmide no CCSP (Partilha
do Sensível), Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico#Nave. Foto Capa: Tatiana
Abitante. Produção: Neopardas Cia de
Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/21o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/
22º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º
Capítulo - V Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco. Trilha
Sonora: Pantera. Ida Sonora: Trilha da Performance Pirâmide(Pantera) Imagem:
Inauguração da Cena Artêsta na FFLCH(USP) Divulgação: Periódico#NAVE, Exposição
DEIDADE-GENTE e FEIRAVANA.Produção: Neopardas Cia de
Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/22o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/
23º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º
Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.Da Realidade e do Imaginário de
Ridarco.Trilha Sonora: Pantera.Ida Sonora: 2 músicas da trilha sonora do
Vídeo-Dança " Cenas de Ridarco e Sátiros" (Pantera) Divulgação:
Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave, Exposição DEIDADE de Aline
Magnos. Produção: Neopardas Cia de Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/23o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/
24º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 9º
Capítulo - I Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco. Trilha
Sonora: PanteraIda Sonora: Ida 1(Tom Barão e Pantera) e Pouso ou Decolagem
(Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora. Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE,
Periódico#NAVE 10, Grupo de Capoeira Angola Omoayê e Ateliê 3Marias. Produção:
Neopardas Cia de Artes. https://www.mixcloud.com/radiochanel/24o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/
25º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 9º
Capítulo - II Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de
Ridarco.Trilha Sonora: Pantera Ida Sonora: Ida 3 ( Tom Barão e Pantera) da 1ª
Playlist de Ida Sonora. Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE 10
e Atêlie 3Marias. Produção: Neopardas Cia de Artes. https://www.mixcloud.com/radiochanel/25o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/
2º
CAPÍTULO DA NOVELA DE IDAS
Da realidade e do Imaginário
de Ridarco, Chico Américo e Daniel Volatinero
Cavalos passam
pela minha cabeça, de um lado e outro, raspando minhas orelhas. Vejo ondas,
ondas brancas como nuvens com um fundo escuro. Luzes em riscos azuis e brancos
e um monte de cavalos correm em direção ao chão, estes cavalos são pequenos,
parecem de brinquedos, mas não são. Três correm no meu quintal. Eu estou parado
pensando, que me via parado. Manchas, riscos de outras cores próximas dos meus
olhos… continuo pensando “estou parado”. Os cavalos correm até o portão e
voltam de costas como se fossem cavalos de um parque de diversão. Mais manchas
em cores opacas, como nuvens próximas dos meus olhos, enquanto pensava
“continuo parado. Cavalos correm e voltam, correm e voltam. Manchas, uma imagem
nebulosa, uma vela surge do meu lado direito perto do meu rosto um emaranhado
dos tecidos do meu cérebro, uma luz faz sumir esse emaranhado e uma menina
passa pelo portão de cor salmão, descendo a rua, ela passa e repassa como se o
passado voltasse. Ela passa e repassa dominando toda minha visão até surgir uma
escuridão que passa deixando uma nebulosa cinza, com alguns riscos azuis, com
fundo escuro, cabelos. Os cavalos continuam correndo e voltando simultâneos, e
a menina passa e repassa como se voltasse no tempo. Até que um cavalo escapa e
voa, a menina pula e pega nas patas traseiras do cavalo e voa com ele. Quando
estão bem alto, ela solta as patas e cai, cai, cai numa piscina e eu pulo
dentro da piscina, tudo fica escuro, procuro ela e não vejo nada. Vejo um muro
de pedra, musgo no fundo. O cavalo cai na piscina e eu subo nele. Sereno do
frio de uma noite estrelada. Estamos num rio, olhando pra fora ou pra dentro.
Tem uma grama e árvores em volta, pedra velha gasta, lisa. As águas do rio
brilham verde iluminado do sol, num fluido vento, um jacaré. Num salto do
cavalo, estamos num castelo, a parede do meu lado direito é de ouro e a imagem
de Solar no carnaval está impressa nesta parede. O cavalo cavalga num corredor,
a imagem de Solar se desprende da parede e pula no lombo do cavalo, sentando
atrás de mim. Cavalgam os ciclos.
Cavalgando no
cavalo com Solar, tambores manifestam o chão, sinto seu abraço e seus braços
sobre os meus. Tremem torres e cidades. Suas mãos nos meus cabelos e toda a
cabeça. Solar pula pra cima da cabeça do cavalo e começa a dançar, fica
num pé só, faz giros de bailarina e ri pra mim. Gira muito. A parede de ouro
entra em mim, no lugar dela há uma mata, o gelo que encobre o campo omite
o subsolo quente, no corredor do castelo, uma maca num palco. Na parede do meu
lado esquerdo: sumo de uvas pelos dedos, dedilhando melodias sobre meladas
vulvas melódicas de um piano sem som. Melodramáticas notas, melancolias num
quadrado de madeira e uma navalha no canto do quadro reflete o trotar do
cavalo; me lanço em agonias melogramáticas. Megalomanias, melogaláticas. Mas
não deixo de continuar galopando, a Solar dá um salto mortal e senta no lombo
do cavalo. Ela volta colocar seus braços sobre os meus. Vejo os artêsta fazendo
uma Ida na Torre, os artêstas na grande escola sustentando uma grande pirâmide,
os artêstas no Programa Dance Escondida. Vejo uma grama, um terreno imenso,
verde, um rio, um portão preto sustentado por uma estrutura de pedra que o
circunda, é um cemitério. Evito de ir lá e continuo a estrada. Pelo receio
resolvo voltar e entrar naquele portão. Empurro ele e vejo um túmulo, há uma
escultura cinza, me aproximo e vejo os ossos dessa escultura deitada para o seu
lado direito. Solar está do meu lado. Vejo mexer os ossos pelos joelhos e o
esqueleto se levanta, abre os braços, e ri hahahahahahahahahahahahaha. Solar
aparece do lado do esqueleto e tem uma tocha e queima o esqueleto. Eu jogo
água, ela queima novamente, eu jogo água, ela queima de novo, eu jogo água pego
nos braços de Solar, olho nos olhos dela e a levo para alguma nuvem.
Ficha Técnica
Diretor-Geral: Javier Morejón


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