quarta-feira, 10 de junho de 2015

NAVE # 11

Este é o Periódico Nave,
e esta é a Cena Artêsta!
Sejam bem-vindos ao imaginário...



A pessoa artêsta é aquela que mergulha nas ondas do imaginário. O imaginário é um oceano infinito, dentro de algo eternamente finito – a forma. Pode-se dizer que a artêsta é uma gota, e seu imaginário é o oceano. A gota se derrama no oceano porque esse é o seu anseio essencial. Num oceano infinito existem riquezas infinitas. O trabalho da artêsta é extrair as riquezas e lapidá-las em obras de arte. Assim, a artêsta é um tipo de ponte entre a consciência e o inconsciente.” (A Artêsta e a Escola de Artêstas)




Link da página da Neopardas Cia. de Artes, no Facebook:https://www.facebook.com/neopardasciadeartes?ref=hl



Grupo de Capoeira Angola Omoayê


Blog do Grupo Capoeira Angola Omoayê:                         http://capoeiraangolaomoaye.blogspot.com.br/


Dance Escondida # 6

Doutoranda da FFLCH e pesquisadora do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), onde pesquisa a obra de Mário de Andrade. 
Dança, conta histórias, escreve poemas e pesquisa a cultura afrobrasileira.

Acompanhe neste link a entrevista:                 
https://www.youtube.com/watch?v=_ii84_FIiKY

Link da página no facebook do programa Dance Escondida:


Rádio Chanel

21º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º Capítulo - IIII Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco. Trilha Sonora: PanteraIda Sonora: Ida 1 da 1ª Playlist de Ida Sonora(Tom Barão e Pantera) Divulgação: Performance Pirâmide no CCSP (Partilha do Sensível), Exposição DEIDADE-GENTE e Periódico#Nave. Foto Capa: Tatiana Abitante. Produção: Neopardas Cia de Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/21o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/

22º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º Capítulo - V Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco. Trilha Sonora: Pantera. Ida Sonora: Trilha da Performance Pirâmide(Pantera) Imagem: Inauguração da Cena Artêsta na FFLCH(USP) Divulgação: Periódico#NAVE, Exposição DEIDADE-GENTE e FEIRAVANA.Produção: Neopardas Cia de Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/22o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/

23º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 8º Capítulo - VI Parte da Novela de Idas.Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.Trilha Sonora: Pantera.Ida Sonora: 2 músicas da trilha sonora do Vídeo-Dança " Cenas de Ridarco e Sátiros" (Pantera) Divulgação: Grupo de Capoeira Angola Omoayê, Periódico#Nave, Exposição DEIDADE de Aline Magnos. Produção: Neopardas Cia de Artes.https://www.mixcloud.com/radiochanel/23o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/

24º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 9º Capítulo - I Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco. Trilha Sonora: PanteraIda Sonora: Ida 1(Tom Barão e Pantera) e Pouso ou Decolagem (Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora. Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE 10, Grupo de Capoeira Angola Omoayê e Ateliê 3Marias. Produção: Neopardas Cia de Artes. https://www.mixcloud.com/radiochanel/24o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/

25º PROGRAMA DA RÁDIO CHANEL. 9º Capítulo - II Parte da Novela de Idas. Da Realidade e do Imaginário de Ridarco.Trilha Sonora: Pantera Ida Sonora: Ida 3 ( Tom Barão e Pantera) da 1ª Playlist de Ida Sonora. Divulgação: Exposição DEIDADE-GENTE, Periódico#NAVE 10 e Atêlie 3Marias. Produção: Neopardas Cia de Artes. https://www.mixcloud.com/radiochanel/25o-programa-da-r%C3%A1dio-chanel/


2º CAPÍTULO DA NOVELA DE IDAS
Da realidade e do Imaginário de Ridarco, Chico Américo e Daniel Volatinero

Cavalos passam pela minha cabeça, de um lado e outro, raspando minhas orelhas. Vejo ondas, ondas brancas como nuvens com um fundo escuro. Luzes em riscos azuis e brancos e um monte de cavalos correm em direção ao chão, estes cavalos são pequenos, parecem de brinquedos, mas não são. Três correm no meu quintal. Eu estou parado pensando, que me via parado. Manchas, riscos de outras cores próximas dos meus olhos… continuo pensando “estou parado”. Os cavalos correm até o portão e voltam de costas como se fossem cavalos de um parque de diversão. Mais manchas em cores opacas, como nuvens próximas dos meus olhos, enquanto pensava “continuo parado. Cavalos correm e voltam, correm e voltam. Manchas, uma imagem nebulosa, uma vela surge do meu lado direito perto do meu rosto um emaranhado dos tecidos do meu cérebro, uma luz faz sumir esse emaranhado e uma menina passa pelo portão de cor salmão, descendo a rua, ela passa e repassa como se o passado voltasse. Ela passa e repassa dominando toda minha visão até surgir uma escuridão que passa deixando uma nebulosa cinza, com alguns riscos azuis, com fundo escuro, cabelos. Os cavalos continuam correndo e voltando simultâneos, e a menina passa e repassa como se voltasse no tempo. Até que um cavalo escapa e voa, a menina pula e pega nas patas traseiras do cavalo e voa com ele. Quando estão bem alto, ela solta as patas e cai, cai, cai numa piscina e eu pulo dentro da piscina, tudo fica escuro, procuro ela e não vejo nada. Vejo um muro de pedra, musgo no fundo. O cavalo cai na piscina e eu subo nele. Sereno do frio de uma noite estrelada. Estamos num rio, olhando pra fora ou pra dentro. Tem uma grama e árvores em volta, pedra velha gasta, lisa. As águas do rio brilham verde iluminado do sol, num fluido vento, um jacaré. Num salto do cavalo, estamos num castelo, a parede do meu lado direito é de ouro e a imagem de Solar no carnaval está impressa nesta parede. O cavalo cavalga num corredor, a imagem de Solar se desprende da parede e pula no lombo do cavalo, sentando atrás de mim. Cavalgam os ciclos.

Cavalgando no cavalo com Solar, tambores manifestam o chão, sinto seu abraço e seus braços sobre os meus. Tremem torres e cidades. Suas mãos nos meus cabelos e toda a cabeça.  Solar pula pra cima da cabeça do cavalo e começa a dançar, fica num pé só, faz giros de bailarina e ri pra mim. Gira muito. A parede de ouro entra em mim,  no lugar dela há uma mata, o gelo que encobre o campo omite o subsolo quente, no corredor do castelo, uma maca num palco. Na parede do meu lado esquerdo: sumo de uvas pelos dedos, dedilhando melodias sobre meladas vulvas melódicas de um piano sem som. Melodramáticas notas, melancolias num quadrado de madeira e uma navalha no canto do quadro reflete o trotar do cavalo; me lanço em agonias melogramáticas. Megalomanias, melogaláticas. Mas não deixo de continuar galopando, a Solar dá um salto mortal e senta no lombo do cavalo. Ela volta colocar seus braços sobre os meus. Vejo os artêsta fazendo uma Ida na Torre, os artêstas na grande escola sustentando uma grande pirâmide, os artêstas no Programa Dance Escondida. Vejo uma grama, um terreno imenso, verde, um rio, um portão preto sustentado por uma estrutura de pedra que o circunda, é um cemitério. Evito de ir lá e continuo a estrada. Pelo receio resolvo voltar e entrar naquele portão. Empurro ele e vejo um túmulo, há uma escultura cinza, me aproximo e vejo os ossos dessa escultura deitada para o seu lado direito. Solar está do meu lado. Vejo mexer os ossos pelos joelhos e o esqueleto se levanta, abre os braços, e ri hahahahahahahahahahahahaha. Solar aparece do lado do esqueleto e tem uma tocha e queima o esqueleto. Eu jogo água, ela queima novamente, eu jogo água, ela queima de novo, eu jogo água pego nos braços de Solar, olho nos olhos dela e a levo para alguma nuvem.


Ficha Técnica

Diretor-Geral: Javier Morejón

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